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27/12/2018 22:39

Mistura de futev˘lei e pingue-pongue, futmesa ganha as praias de SP

(bemparana)

De longe parece uma mesa de bar. De perto a comparação se volta para uma espécie de jogo de pingue-pongue com bola de futebol. Na prática, o futmesa tem aparecido nas praias do litoral norte de São Paulo como uma alternativa à tradicional pelada na areia. 

"É diferente jogar com a mesa, dá para treinar o domínio da bola", diz o estudante de ciências sociais Bruno Perna, 20. Ele incluiu a novidade na bagagem de férias na praia da Baleia, em São Sebastião, onde aproveitava o espaço na areia para praticar. 

O futmesa é comum em centros de treinamento de times de futebol profissionais, mas tem ganhado espaço entre boleiros amadores justamente por propor uma nova dinâmica de jogo.

Dá para jogar em duplas ou quartetos e a regra é manter a bola no ar depois de cada quicada na mesa. Para isso, valem cabeçadas, chutes e matar a bola no peito mas, assim como no futebol, as mãos estão fora da jogada. 

Há também a modalidade de cada jogador tocar na bola três vezes antes de passá-la ao adversário por cima da mesa. 

Diferente das peladas comuns em finais de tarde na praia, o futmesa demanda a participação de menos jogadores e é mais voltado para treinar habilidades, como domínio da bola. 

Além de futmesa, o jogo recebe outros nomes como teqball, mesabol e fut toc e pode ganhar adaptações inspiradas no futvôlei e até no frescobol já que o desafio é manter a bola em movimento. 

A modalidade teve início na Espanha com Ronaldinho Gaúcho como garoto-propaganda. O ex-jogador estrela os primeiros vídeos da modalidade, datados de 2016. 

No Brasil, a prática do futmesa começou a ganhar relevância nas redes sociais no início deste ano, quando pipocaram vídeos do jogador Neymar Júnior tocando bola sobre a mesa durante os treinos da seleção brasileira. O craque aparece descalço nos registros de treino misturado a diversão e aquecimento. 

A popularidade do futmesa é impulsionada por craques também fora dos centros de treinamento. Neymar já postou registros nas redes sociais em que mostra ter uma dessas em casa. O craque já formou dupla, inclusive, com o surfista Gabriel Medina em tarde de descontração na praia.

Há mesas de diferentes tamanhos e o preço das versões portáteis, mais populares, fica em torno de R$ 900. Elas dobram e cabem dentro de uma maleta que vem acoplada. A montagem é simples e implica em enroscar as pernas de alumínio no tampo de plástico que dobra ao meio. 

As usadas por profissionais em centros de treinamento são bem maiores, chegam a ter 1,90 metro de comprimento e são mais difíceis de serem transportadas. O ônus das mesas menores e desmontáveis é que não dá para pular em cima durante as jogadas, como acontece nas versões maiores. 

"É útil porque dá para carregar para qualquer lugar", diz o estudante de administração Maurício Fridrich, 20, que aproveitava o dia de praia para treinar com a versão portátil na companhia do amigo Bruno, na praia da Baleia.


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