Esportes - Geral

12/03/2018 10:00

RETA FINAL - Definido o mata-mata do Campeonato Estadual

(GE)

Hugo Calderano viveu um fim de semana mágico. Ao bater os melhores jogadores do mundo no tênis de mesa, chegou até a final do Aberto do Catar, uma das etapas Platinum da temporada, e ficou com o vice-campeonato ao ser derrotado por Faz Zhendong, da China, o novo número um do mundo. Na caminhada em Doha, o brasileiro derrotou Timo Boll, no momento o líder do ranking, Tomokazu Harimoto, japonês sensação e 12º, e o chinês Lin Gaoyuan, quarto do ranking mundial. A sequência de vitórias fez o carioca atingir um novo patamar - ele é o segundo colocado no ranking da temporada e irá aparecer entre os dez do mundo em abril - e diante do momento que vive, evita impor limites para a sua evolução. 

"Continuo sem me dar limites. Quero ir até o máximo"

- Ainda é cedo para dizer até onde posso chegar. Esse mês ainda tem o Aberto da Alemanha e agora, com as mudanças no ranking, a tendência é que os melhores jogadores todos participem das etapas Platinum. Continuo sem me dar limites. Quero ir até o máximo - disse o brasileiro, que ganhou US$ 14 mil dólares (R$ 44 mil) com o desempenho.

O próximo desafio de Calderano é justamente o Aberto da Alemanha, entre os dias 23 e 25 de março, na cidade de Bremen. A etapa também é Platinum e terá os melhores jogadores do mundo. Após as vitórias sobre Timo Boll e Lin Gaoyuan, Adam Bobrow, que narra as partidas pelo canal da Federação Internacional, chamou Hugo de "Matador de Gigantes". O brasileiro gostou, mas disse preferir um outro apelido que o próprio lhe deu.

- Achei divertido o apelido. O Adam Bobrow, que narra as partidas, também me chama de "Thrill from Brazil" (algo como a emoção do Brasil, a adrenalina brasileira). Acho que gosto mais desse (risos) - brinca Calderano. 

Chineses não são invencíveis

Faz Zhendong, o chinês que o venceu em Doha, por sinal, foi medalha de ouro em Nanjing 2014, mostrando que a geração daquela Olimpíada da Juventude já domina o cenário internacional. Apesar da derrota, Calderano mostrou-se contente com o tênis que jogou, o que o fez vencer antes o também chinês Lin Gaoyuan. 

"Os principais jogadores da China conseguem manter um nível muito alto com muita regularidade"

- Fiquei muito satisfeito com meu desempenho principalmente porque consegui jogar num nível muito alto e com consistência, contra adversários muito fortes. Os principais jogadores da China conseguem manter um nível muito alto com muita regularidade. Isso os torna mais difíceis de serem batidos. O segredo é continuar trabalhando duro para ser melhor que eles - conta. 

Hugo começou no atletismo, bem menino. Saltava e com talento, foi campeão carioca no pré-mirim, em 2008. Também corria e chegou a ser parceiro de Victor Hugo dos Santos, hoje uma realidade do velocismo brasileiro nos 100m e 200m. Praticava vôlei, mas em 2009 se dedicou de vez ao tênis de mesa quando ganhou o Prêmio Brasil Olímpico como melhor atleta escolar, aos 13 anos. Diante de tamanha repercussão, Calderano espera que o esporte tenha mais espaço.

- Foi muito bom acompanhar a torcida e receber as mensagens das pessoas pelas redes sociais. Muita gente querendo ver o jogo e se interessando por tênis de mesa. Eu acho que já tá na hora do tênis de mesa estar mais presente na mídia.

Hugo e suas façanhas

Não é de hoje que Hugo Calderano faz história no tênis de mesa. Em 2011, com apenas 15 anos, venceu pela primeira vez Hugo Hoyama, um dos grandes nomes da história da modalidade no Brasil. Um ano depois, liderou o ranking mundial juvenil (sub-18). Dois anos depois, em Nanjing, conquistou a medalha de bronze na Olimpíada da Juventude, sendo o primeiro brasileiro a conseguir medalhar em uma competição oficial do Comitê Olímpico Internacional. 

Neste mesmo ano, se mudou para a Alemanha para jogar no Ochsenhausen, time de uma cidadezinha na Alemanha. Passou a morar longe dos pais, ao lado de companheiros de equipe e a se virar com apenas 17 para 18 anos. Ainda em 2014, apareceu de novo para o mundo ao vencer pela primeira vez Timo Boll, o alemão que ele também bateu nesta semana no Aberto do Catar. Em 2015, no Pan-Americano de Toronto, foi medalha de ouro individual e por equipes. E na Rio 2016 conquistou o nono lugar, melhor posição de um brasileiro na história.

 

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