Esportes - Geral

14/05/2019 17:06

CONTAS - Após polêmica, Federação realiza nova assembléia geral

(folhamax)

A Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) convocou para o próximo dia 21 de maio uma nova assembleia geral para aprovação das contas da entidade relativas a 2018. O anúncio ocorreu após a apresentação, por parte do departamento jurídico do Mixto Esporte Clube, de um documento apontando falhas por parte dos dirigentes da entidade, que não seguiram o estatuto para a realização da primeira assembleia.

A nova convocação atende a um pedido de reconsideração protocolado pelo advogado Vinícius Falcão. No documento, ele defendeu a anulação da assembleia com ilegalidades e a convocação de uma nova reunião. Ao acatar os argumentos apresentados pelo advogado do Mixto, a FMF publicou, no último dia 10, um novo edital, marcando a reunião para o próximo dia 21, ocasião em que serão apresentados os relatórios administrativos e financeiros da entidade, bem como a apreciação e o julgamento das contas relativas a 2018.

Conforme explica o advogado, a grande maioria dos clubes foi surpreendida com o anúncio da aprovação de contas por meio das redes sociais e do site da Federação. “Nesta aprovação divulgada pela Federação, houve o desrespeito ao artigo 20 do estatuto da entidade, que define o procedimento para a convocação de uma assembleia geral. Demonstramos isso no nosso pedido de reconsideração que acabou aceito com a nova convocação”.

O estatuto determina que o edital de convocação seja publicado por três dias consecutivos em um veículo de grande circulação. No caso, a FMF também tem por hábito enviar e-mails aos clubes comunicando a reunião. “E a comprovação de que isso não ocorreu está justamente no fato de que apenas três pessoas estiveram presentes à assembleia. Quando soubemos desta suposta aprovação, conversei com outras três equipes e nenhuma tinha conhecimento desta convocação”, pontua Falcão.

Outra ilegalidade levantada pelo advogado é a ausência da maioria de membros efetivos do Conselho Fiscal na assembleia em que a FMF alegava que as contas haviam sido aprovadas. “O estatuto fala na maioria dos membros, que são os seis titulares. No entanto, no documento divulgado pela Federação havia apenas a assinatura de dois conselheiros suplentes”.

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