Mundo

06/02/2018 16:57

Propagação de epidemia afasta 1,2 mil funcionários em Jogos de PyeongChang

(GE)

A três dias da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontece nesta sexta-feira, a propagação de um vírus entre funcionários do evento preocupou o comitê organizador. Mais de 1,2 mil agentes de segurança que trabalhariam em PyeongChang foram obrigados a renunciar seus postos depois de serem expostos a uma epidemia. Neste domingo, pelo menos 41 funcionários, que sofriam de diarreia e náuseas, foram levados ao hospital e diagnosticados com o norovírus. Os possíveis contaminados estão em quarentena enquanto aguardam os resultados de exames. 900 militares foram enviados ao local para cobrirem os postos dos agentes afastados.

O norovírus, que provoca gastroenterites, é altamente contagioso e pode ser transmitido pela comida ou água. Durante o Mundial de Atletismo de Londres, no ano passado, atletas de vários países ficaram doentes e alguns foram forçados a perder competições quando o vírus foi espalhado por um hotel. Para evitar que o mesmo ocorra em PyeongChang, as autoridades agora fazem testes nos alimentos consumidos pelos agentes e inspecionam outros 18 locais que recebem a mesma água.

O COI (Comitê Ollímpico Internacional) comunicou que folhetos sobre o vírus, com instruções a respeito do que fazer, já estão sendo distribuídos na Vila Olímpica. Em coletiva durante a manhã, o presidente do Comitê de PyeongChang 2018, Lee Hee-beom lamentou as circunstâncias e garantiu que providências já estão sendoo tomadas.

- Como presidente do comitê organizador, gostaria de me desculpar pela situação. O Centro de Controle de Doenças da Coréia está realizando testes nos funcionários das acomodações. Estamos correndo para finalizá-los logo e impedir que este vírus tenha algum impacto nos atletas ou na Família Olímpica. Esses 1.200 agentes não voltarão aos seus postos de trabalho e estão sob testes clínicos. A informação é de que demora entre 12 e 48 horas até o vírus afetar uma pessoa, então aqueles que foram expostos à doença foram isolados em suas acomodações. Enquanto isso, estamos tentando descobrir a causa e o número exato de pacientes – explicou.

 

 

Voluntários reclamam de más condições de trabalho em PyeongChang

Ainda durante a coletiva, Lee comentou sobre as reclamações feitas por alguns voluntários dos Jogos a respeito das más condições de trabalho em PyeongChang. Entre as principais está a distância das acomodações até os locais de trabalho.

- Nossos voluntários são de cidades próximas e deveriam ficar acomodados perto dos locais de trabalho. Mas como essas acomodações foram concedidas aos titulares de ingressos, as locações dos voluntários foram distribuídas em 87 localidades, de 11 cidades e municípios, e ficaram mais longe das arenas dos jogos. Devido a este resfriado e a distãncia das acomodações, houve alguns desafios na prestação de serviços para quem precisa trabalhar cedo. Ocorreu uma lacuna nos serviços de alimentos e bebidas para aqueles voluntários que estão nessas acomodações mais remotas, então, nas últimas duas semanas, tomamos algumas medidas. Melhoramos os serviços de alimentos e bebidas e criamos uma comissão de bem-estar. Estamos fazendo o nosso melhor para cuidar bem dos voluntários - explicou.


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