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10/11/2017 15:58

Natural de Alta Floresta, ativista deve coordenar Cufa nacional e destaca os projetos sociais

(RDNEWS)

Coordenador da Central Única das Favelas (Cufa), em Colíder, Anderson Zanovello tem 30 anos e vem se destacando como um dos principais líderes nacionais do movimento nos dias que correm. A banca é bastante forte, está presente em todos os estados do Brasil e em 16 países, além de ter, entre os patrocinadores de primeira hora, a Central Globo de Comunicações e entidades mundiais como a Unesco. O trabalho de Zanovello está tão bem avaliado que ele está cotadíssimo para ser escolhido como o próximo presidente nacional da entidade, com posse em março. Seria a primeira vez que alguém de Mato Grosso, e de uma cidade pequena, com menos de 50 mil habitantes, distante nada menos que 632 km da Capital, conseguiria tal feito.

Anderson tornou-se liderança tão forte e reconhecida que conseguiu, por exemplo, com que o encontro internacional da Cufa seja realizado este ano em Colíder. O evento é itinerante e acontece em comunidades do país, sempre com a presença das Cufas de todo o Brasil e de fora. Caso confirme os prognósticos, assumirá com a missão de conduzir as comemorações das duas décadas de existência, além das ações estratégicas da entidade para os próximos anos. Ativista social e empreendedor cultural, Zanovello se mostra um homem simples, de fala firme e bastante centrado.

Não perde a linha nem mesmo quando provocado a falar sobre as disputas internas da associação de capacitação cultural fundada pelos rappers MV Bill e Nega Gizza e o também ativista cultural Celso Athayde no Rio de Janeiro, no já distante ano de 1998, dentro da Cidade de Deus. Leia abaixo a íntegra da entrevista que ele concedeu ao .

O que faz a Cufa?

A Cufa é uma instituição que busca melhorar a qualidade de vida dentro das favelas de todo o Brasil. A Cufa na verdade já está no mundo inteiro, em 16 países em todos os estados brasileiros.

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anderson zanovello cufa.jpg

  Anderson Zanovello levou a Tocha Olímpica em 2016 no evento no Rio

Há quanto tempo você faz parte da associação?

Eu entrei em fevereiro de 2009. Já comecei coordenando Colíder. Apesar de ser natural de Alta Floresta.

Existe favela em Colíder?

Existe. É um pouco diferente do que o povo está acostumado a ver no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas há bairros com necessidades especiais, em vulnerabilidade social. Infelizmente, todas as cidades do Brasil, mesmo as pequenas, tem comunidades em estado de vulnerabilidade social.

Como é conviver com MV Bill, um artista conhecido até por quem não é do hip hop?

Isso é massa. Porque quando entrei na Cufa sabia pouco sobre ser produtor cultural, sobre ser empreendedor social. E a própria Cufa vai qualificando, a gente acaba conhecido no mundo todo e ainda conhece nossos ídolos. Isso não tem preço e é algo absolutamente fantástico.

Como você vê a possibilidade de ser o presidente nacional da Cufa?

Quando recebi a notícia de que um cara daqui do interior de Mato Grosso, de Colíder, tem a possibilidade de conseguir, de repente, a presidência estadual, e depois, mais ainda, a nacional, foi algo fantástico. Não tenho palavras para descrever a sensação.

Por que você acha que acabou sendo o escolhido?

Acho que porque desde 2011 venho me destacando como uma grande liderança, mesmo morando no interior. Já conseguimos aprovar vários projetos e desde 2016 estamos crescendo de uma maneira incalculável. Não tínhamos sequer sede antes e hoje temos, além da sede, um veículo próprio, uma van executiva. Um nível de crescimento absurdo nos dois últimos anos, somos parte de projetos sociais da Unesco e do Criança Esperança, que são a mesma coisa na verdade, com a Rede Globo.

Facebook - Anderson Zanovello em foto com outro membro da Cufa José Ildo

anderson zanovello cufa Parceria fechada ? com Jos� Ildo..jpg

A estrutura da organização é conhecida por suas disputas internas, não tem medo disso?

Olha, eu sempre vi a Cufa como algo unido, nunca vi como disputa, o pessoal sempre me qualificou, me ajudou, sempre tive alguém explicando como funciona. Normalmente, essas uma ou outra pessoa que ficam ligadas nessas disputas caem; normalmente elas não ficam. A própria pessoa impede o crescimento dela mesma, isso não é coisa da instituição. Acho que o meio pra me destacar sempre foi esse: não me ligar a disputas e sim contribuir com todo o processo. A disputa mesmo, na real, nunca vi muito não, as poucas que vi caíram.

Você sabe por que acabou a Cufa em Cuiabá?

Não, não sei.

O presidente da Cufa ganha alguma coisa para ocupar o cargo?

Assim, até onde eu sei, a Cufa nunca mandou recurso para ninguém. O que cada pessoa, membro da Cufa, consegue sempre foi com o seu próprio poder de articulação. A Cufa já presta uma consultoria, uma assessoria fantástica, que nos qualifica e ensina. Ensina a pescar, não dá o peixe.

Não há um salário mensal então?

Não.


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