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12/01/2018 10:27

Colégio Militar: Comunidade escolar de Alta Floresta visa preservação da história

(florestanet)

Com uma participação expressiva da comunidade escolar do bairro São José Operário em Alta Floresta, a segunda reunião realizada na noite de quinta-feira (11) para deliberar sobre a implantação do Colégio Militar na estrutura da Escola Municipal Vicente Francisco da Silva, criou uma comissão para protocolar documentos junto ao prefeito municipal, Asiel Bezerra, com os apontamentos da comunidade. Com o objetivo de preservar a história construída ao longo de 25 anos, uma manifestação será realizada na próxima terça-feira dia 16 de janeiro.

O embate da implantação do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Dom Pedro II, vivido entre o poder público e a comunidade que teme que parte da história do próprio município deixará de existir. “A comunidade está mostrando o que querem. São 25 anos de história, começou com duas salas de aula construídas aqui ao lado do campo, depois em 2003 e 2004 foi construída a escola e foi sempre melhorando. A própria comunidade escolar, professores, alunos, os pais, com festas e rifas, sempre procurando melhorar, porque esse é o trabalho da escola e nós queremos sempre melhorar o que tem”, apontou Ozias Pego, diretor da Escola Municipal Vicente Francisco da Silva.

Lucineia Martins de Mattos, mãe de aluno da escola diretamente afetada, aponta seu descontentamento com a forma que a problemática é tratada pelo poder público. “Não estou entendendo onde é que eles querem chegar, e outra, tem que parar de transpor o problema para os pais, dizendo que nós somos contra a implantação da escola em regime militar em Alta Floresta, somos a favor. Mas regime é este que diz que é para as pessoas terem mais educação, disciplina e respeito, e que respeito é que tiveram conosco? Então vamos pensar, tem muita coisa contraditória, esse povo está subestimando a inteligência do município e da população”, desabafou.

Rizia Cristina, mãe de Leonardo Gabriel de 09 anos, apontou as dificuldades que teve para o atendimento do filho, que hiperativo e hipercinético, relatando que entre as escolas no município, encontrou na Vicente Francisco a sala de apoio para atendimento especializado do filho. “É lamentável, porque hoje, mais do que disciplina, um aluno precisa de atendimento, e esse atendimento acontece aqui na escola. Há um atendimento em uma sala especial que acontece no horário contrário ao que o aluno de fato estuda”, apontou Rizia questionando. “É lamentável que venha uma instituição que não tem uma contra resposta pra essas crianças, esses cidadãos, e aí? Onde a gente fica? Qual é a importância nossa? É lamentável que venha uma instituição que nem se preocupa com estes alunos, é lamentável”. A escola municipal Vicente Francisco atende atualmente 12 alunos com necessidades especiais e síndromes comportamentais.

O Sindicado dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) marcou presença mais uma vez, e demonstra apoio a causa da comunidade escolar. Vereadores Eloi Crestani, morador do bairro e Mequiel Zacarias Ferreira, também marcaram presença.

A comunidade escolar busca a preservação da história construída ao longo dos 25 anos naquele setor. No próximo dia 16 haverá uma manifestação em frente à escola, às 19h, e toda a população é convidada.


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