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09/01/2020 19:47

Emanuel Pinheiro vê desespero de vereador ao tentar incriminá-lo

Pablo Rodrigo- GD

O prefeito Emanuel Pinheiro (MBD) classificou como "desespero" a tentativa do vereador Abílio Júnior (PSC) em envolvê-lo em uma farsa de compra de vereadores para perseguir a oposição na Câmara de Cuiabá. Segundo o gestor, o parlamentar já estaria no "fundo do poço".

"Essa atitude é de quem está no fundo do poço, desesperado e tentou de qualquer força me prejudicar e se salvar das punições que está sujeito dentro do Legislativo", disse Emanuel ao 

Ele acredita que a Câmara de Cuiabá saberá cuidar do caso de maneira objetiva e exemplar, por isso, não pretende acionar Abílio ao Conselho de Ética da Casa de Leis. "Eu não vou me meter na Câmara, mas, acredito que os vereadores vão tomar alguma providência, já que essa farsa envolveu outros vereadores".

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O chefe do Palácio Alencastro também disse estar indignado com as revelações feita pela servidora do hospital São Benedito, Elizabete Maria de Almeida, de que teria sido induzida a participar de uma "armação" para prejudicá-lo. Pinheiro disse que os seus advogados já estão preparando uma ação criminal contra a servidora e o vereador Abílio Júnior (PSC), que segundo Elizabete, seria o responsável pela trama.

 

 

"Isso me causou uma revolta porque pessoas que se prestem a fazer uma trama dessas para prejudicar alguém, para incriminar alguém é no mínimo falta de caráter", declarou.

 

Emanuel Pinheiro disse que exigirá uma punição severa aos dois para que sirva de exemplo para outras pessoas. "A punição será pedagógica para que nenhuma outra autoridade, agente público e pessoas comuns passem por isso", afirmou. 

 

O Caso 

Na terça-feira (7), a servidora do hospital São Benedito, Elizabete Maria de Almeida, revelou em depoimento junto a Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), que teria sido induzida pelo vereador Abílio Júnior a prejudicar o prefeito Emanuel Pinheiro. 

 

Elizabete depôs durante 3 horas, acompanhada do seu advogado Emerson da Silva Marques. Ela contou detalhes sobre uma reunião que teve com o parlamentar no dia 26 de novembro no hotel Delmond, em Cuiabá. Na ocasião, Abílio estava com 4 advogados, quando teria tentado cooptá-la para acusar o prefeito e a sua base aliada.

 

 

A servidora entregou as imagens da suposta reunião com Abílio e o seu celular, que contém vídeos e mensagens que comprovaria a sua versão. Ela também confessou que nunca esteve na casa do vereador Juca do Guaraná (Avante) na suposta reunião em que teriam definido a cassação de Abílio Júnior em troca de cargos e dinheiro. 

 

O caso veio à tona em novembro de 2019, após Elizabete ter relatado em depoimento a Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, que os vereadores da base do prefeito Emanuel Pinheiro se reuniram na casa do Juca do Guaraná (Avante) para negociar a cassação de Abílio Junior (PSC), com pagamento de propina em dinheiro. 

 

Um dia após o depoimento, a servidora registrou boletim de ocorrência reafirmando a denúncia, porém, sem apresentar nenhuma prova. Já no dia 6 de dezembro, o Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), requisitou a instauração de inquérito policial para investigar o caso e a suposta participação do prefeito Emanuel Pinheiro.    

 

Outro lado     

Procurado pela reportagem o vereador Abílio Júnior disse não conhecer o teor das declarações da servidora por conta do sigilo das investigações e que ela terá que provar perante aos delegados o que está dizendo. "Eu não parte disso. Ela terá que provar o que está dizendo".


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