Política

05/06/2018 11:43

Juíza rejeita aliança com PSDB e ameaça desistência se for "patrolada" no PSL

(folhamax)

Pré-candidata ao Senado da República, a juíza aposentada Selma Arruda (PSL) recusou publicamente na noite desta segunda-feira uma coligação com o PSDB nas eleições deste ano em Mato Grosso. Segundo ela, o problema não seria estar no mesmo palanque que o governador Pedro Taques (PSDB), que deve disputar a reeleição, mas pessoas e partidos aliados do tucano com quem ela afirmou que não se sentiria confortável.

Ela, inclusive, chegou a ameaçar a retirar seu nome da disputa, caso seu partido tome alguma decisão com que ela não concorde. Selma Arruda se reuniu na última sexta-feira na casa de Pedro Taques juntamente com lideranças do seu partido, como o presidente estadual do PSL, o deputado federal Victório Galli, assim como o vice-presidente da sigla no estado, Nelson Barbudo.

De acordo com a juíza aposentada, o convite para o encontro partiu do próprio governador, que chegou a ser elogiado por Galli, que disse que ele estaria mais político. “Estivemos na residência do governador a convite dele, juntamente com o Galli, e o Barbudo. Lá ouvimos bastante o que ele tinha a nos expor e sobre os feitos da gestão e apontou algumas coligações que estão sendo feitas com o PSDB. Nós fomos mais para ouvi-lo. Já tivemos conversas neste mesmo tom e sentido com outros pré-candidatos também, mas reitero que o PSL tem o seu pré-candidato ao Governo do Estado, que é o Dilceu Rossato”, apontou em entrevista ao programa Resumo do Dia (Tv Brasil Oeste) nesta segunda-feira.

Em relação a uma possível aliança com o PSDB e com Pedro Taques, Selma Arruda foi enfática ao dizer que há nomes e partidos dentro da base de apoio ao governador em sua reeleição que não a agradam, e que inviabilizariam uma possível coligação. Ela afirmou que não quer dividir palanque com quem já “conviveu” com ela na Sétima Vara Criminal, onde ela atuava em processos de combate a corrupção. “Não é necessariamente com o governador, mas existem ali partidos e pessoas com quem eu não me sentiria confortável. Não gostaria de nominar se é esse ou aquele outro. Conversamos isso com Otaviano Pivetta, Mauro Mendes e como a que poderei ter com o Wellington Fagundes. O nosso cuidado maior tem sido esta questão. Disse desde o primeiro dia em que fiz minha pré-candidatura, que é no sentido de não dividir palanque com quem eu já tenha convivido na Sétima Vara ou ligação com aqueles atos ilícitos que eu combati”, explicou.

Selma destacou que o momento atual é oportuno para os diálogos, mas fez questão de destacar que não pretende abrir mão das suas convicções, dando um recado direto à cúpula do PSL, pontuando que se o partido se aliar a alguém com quem ela não se sinta confortável, abrirá mão da pré-candidatura ao Senado. “Estas conversas são mais democráticas, de troca de ideias, do que com outras proposituras mais incisivas. Não fez propriamente um convite. As coisas foram postas, mas está muito cedo para se falar em convite, aliança ou coligações. É normal que neste momento que as lideranças e partidos conversem entre si. Sou membro de um partido e minha pré-candidatura está posta. Se alguma decisão não for coerente com o que eu penso e se não for algo que me deixe confortável, eu retiro a candidatura sem problema algum”, completou.


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