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17/03/2020 15:20

NA GELADEIRA - Árbitro Nº1 de Mato Grosso ainda não entrou em campo na temporada 2020

(GD)

Restando apenas uma rodada para o término da primeira fase do Campeonato Mato-grossense da Primeira Divisão, até agora o melhor árbitro do Estado ainda não entrou em campo para trabalhar. Eleito por duas temporadas consecutivas - 2018 e 2019 - melhor juiz do futebol regional, Alinor da Silva Paixão ainda não foi para o sorteio e automaticamente escalado para dirigir nenhuma partida válida pelo atual Estadual.

Nos bastidores, comenta-se que Paixão estaria sofrendo boicote por parte da direção da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) sob presidência de Aron Dresch, que antes de assumir a entidade presidia o Cuiabá Esporte Clube.  

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Juiz das finais do Mato-grossense e também da Copa FMF, ambos em 2019, Alinor estaria na ‘geladeira’ por ter expulsado um jogador do ‘Dourado’ na final da Copinha diante do Luverdense, que acabou conquistando o título do torneio seletivo. O cartão vermelho dado pelo juiz teria desagrado a diretoria cuiabanista que, por sua vez, teria reclamado o caso ao presidente da Comissão de Arbitragem, coronel Altair Magalhães, a não escalá-lo mais nos jogos do time.  

Alinor da Silva Paixão, que até em 2018 era presidente do Sindicato de Árbitros de Mato Grosso, é considerado o melhor árbitro mato-grossense na atualidade junto à Comissão Nacional de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Inclusive, ele realizou todos os testes na semana passada e está apto a apitar jogos dos Campeonatos Brasileiros da Séries A e B, marcados para iniciarem no fim do mês de abril.  

Procurado pela reportagem do jornal A Gazeta, Alinor confirmou que ainda não entrou no sorteio e muito menos escalado para apitar os jogos da primeira fase do Estadual. Se restringir a dizer estranhar não estar sendo escalado, já que nos dois últimos anos, em 2018 e 2019, foi responsável em comandar as finais dos três principais torneios do calendário da FMF. Contudo, o árbitro não quis se aprofundar mais no assunto. Ele prefere não acusar uma suposta interferência para a não escalação sua aos jogos do torneio regional. “Prefiro me calar diante dessa situação. Estou apto para trabalhar, seja no Estado ou no Nacional”, disse.  

Procurado várias vezes pela reportagem, coronel Magalhães não atendeu as ligações para seu celular até fechamento desta edição. Por sua vez, a FMF se posicionou afirmando não interferir em assunto relacionado à arbitragem.


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