Parlamentar diz que divulgação recente distorce histórico do projeto e desrespeita trabalho coletivo
O vereador Claudinei de Jesus manifestou publicamente repúdio ao que classificou como informações falsas divulgadas recentemente sobre a origem dos recursos destinados à construção de novas escolas em Alta Floresta, cujo investimento soma cerca de R$ 60 milhões.
Segundo o parlamentar, o material divulgado pelo deputado estadual Nininho, em conjunto com vereadores de sua base política, distorce os fatos ao atribuir a pessoas ou grupos específicos uma conquista que, conforme ele, foi construída ao longo de mais de três anos de articulação institucional, planejamento técnico e diálogo com o Governo do Estado.
“Essa informação não corresponde à realidade. Esse projeto teve início em 2022, com muitas viagens a Cuiabá, reuniões, estudos técnicos e diálogo permanente com o Governo do Estado, por meio do vice-governador Otaviano Piveta e do secretário de Educação Alan Porto. Nada disso surgiu agora”, afirmou Claudinei.
O vereador destacou que participou diretamente das articulações junto ao gabinete do deputado Max Russi, em parceria com a gestão do prefeito Chico Gamba, buscando melhorias estruturais para a rede estadual de ensino no município.
De acordo com Claudinei, o processo teve início durante o redimensionamento educacional realizado em 2022, envolvendo a Prefeitura de Alta Floresta e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). Na ocasião, equipes técnicas da Seduc estiveram no município, juntamente com a Diretoria Regional de Educação (DRE), diretores escolares e representantes do Executivo municipal, quando inicialmente foi solicitada a reforma das escolas Marinês e Cecília Meirelles.
Após tratativas entre o prefeito Chico Gamba, o vice-governador Otaviano Piveta e o secretário Alan Porto, o Governo do Estado optou pela construção de duas novas unidades escolares, em substituição às reformas previstas. Desde então, conforme o vereador, diversas reuniões técnicas ocorreram até a finalização do projeto, culminando, no final de 2025, na assinatura dos convênios para duas escolas estaduais e uma municipal.
A divulgação recente do material político, segundo Claudinei, causou incômodo entre profissionais da educação que acompanharam o processo desde o início. O ex-diretor da Escola Marinês, Aureliano Teixeira da Silva, afirmou que o projeto foi resultado de um esforço coletivo.
“Foi um trabalho suado, iniciado com levantamento para reforma. Tivemos apoio do deputado Max Russi, do prefeito Chico Gamba, do vereador Claudinei, do vice-prefeito, da DRE e da Secretaria de Educação. É um processo de mais de três anos. Não é justo alguém aparecer agora e dizer que foi conquista pessoal”, declarou.
A diretora da Escola Cecília Meirelles, Evelyn Borba, também se manifestou“Ano político não justifica desrespeito. Não é porque se pertence a um partido que se pode se apropriar do trabalho dos outros. Isso desrespeita a comunidade escolar.”
O ex-diretor da mesma unidade, Carlos Pereira, reforçou que o projeto antecede o período eleitoral e envolveu diversas lideranças e técnicos ao longo do tempo.
Já o atual diretor da Escola Marinês de Sá Teixeira, Márcio Hrycyk, resumiu o sentimento da equipe escolar. “É fácil chegar quando tudo já está pronto e levar a glória.”
Claudinei também criticou o que chamou de tentativa de transformar a construção das escolas em bandeira eleitoral, afirmando que o esforço coletivo não pode ser desrespeitado. “Tem muita gente que dedicou tempo, energia e responsabilidade para que isso se tornasse realidade. A população merece respeito e informação verdadeira”, declarou.
Ao final, o vereador afirmou que continuará defendendo a transparência, a verdade e o fortalecimento da educação pública em Alta Floresta.
A reportagem procurou os citados para eventual manifestação. O espaço permanece aberto.
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