No Dia das Mães, o Cipem relembra história de mulheres que marcam a trajetória do setor de base florestal em Mato Grosso
O setor de base florestal de Mato Grosso tem nas mulheres uma presença cada vez mais forte. Atualmente, cerca de 20% dos empregos da cadeia produtiva são ocupados por mulheres, muitas delas mães que conciliam a maternidade com a atuação nas indústrias, no comércio, na gestão empresarial e no manejo florestal sustentável. Neste Dia das Mães, o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) destaca a atuação feminina no desenvolvimento do setor e na geração de emprego e renda nas regiões florestais do estado.
Entre essas histórias está a de Liani Zeni, do município de Juína, uma das pioneiras e grandes incentivadoras do fortalecimento do setor na região noroeste de Mato Grosso. Entusiasta da atividade florestal, Liani participou da fundação do Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiros do Noroeste de Mato Grosso (Simno), entidade que presidiu por oito anos e onde sempre buscou fortalecer a união entre os produtores da região.
Além da trajetória empresarial e sindical, Liani construiu um legado familiar dentro do setor. Mãe de Lidiane, médica veterinária, corretora imobiliária e técnica em agrimensura com especialização em georreferenciamento, ela viu a filha seguir os mesmos passos no setor de base florestal.
Lidiane atua desde cedo nas atividades da serraria e do manejo florestal e destaca que o trabalho desenvolvido pela empresa da família vai além da produção de madeira. “Nosso foco é fazer o melhor do ponto de vista produtivo, social e ambiental, transformando vidas, dignificando as pessoas por meio do trabalho e garantindo a renovação da floresta”, afirma.
Outra voz feminina que representa a força das mães do setor é a empresária Eloisa Mason. Para ela, conciliar maternidade e trabalho é um desafio diário, mas também motivo de orgulho.
“Tem dias mais cansativos, tem culpa, tem o coração apertado ao sair cedo de casa. Mas a gente trabalha pensando em construir um futuro melhor para a empresa e para os nossos filhos. E a maternidade também ensina muito: paciência, coragem e cuidado, qualidades que levamos para o ambiente de trabalho”, destaca.
Amália Marli Segsttater, de Sorriso, lidera a madeireira de sua família desde que seu marido morreu, há 21 anos, e ao lado das duas filhas, ela consolidou a empresa. “É uma luta diária, somos pioneiros aqui na região de Sorriso e hoje conseguimos nos consolidar como uma referência. Tudo que conseguimos foi pelo trabalho com madeira”.
Elizângela Gaspari, de Sinop, trabalha no setor madeireiro desde 2007 e, apesar dos desafios de conciliar a vida familiar com o trabalho, ela afirma que tem muito orgulho de representar este setor. “Meus avós, meus pais, meus sogros, todos trabalharam no setor madeireiro e me sinto honrada em trabalhar neste segmento que garante geração de empregos e, ao mesmo tempo, mantem a floresta em pé”, declara Elizângela, que é mães de dois filhos.
Para o presidente do Cipem, Gleisson Tagliari, a presença feminina tem papel fundamental no fortalecimento do setor de base florestal em Mato Grosso. “As mulheres têm ocupado espaços importantes dentro do setor, seja na gestão das empresas, nas entidades representativas ou na operação. São lideranças que contribuem para o desenvolvimento econômico, social e sustentável de Mato Grosso. Neste Dia das Mães, queremos reconhecer e valorizar todas essas mulheres que ajudam a construir a história do setor florestal”, afirma.
Com foco no fortalecimento da participação feminina, o Cipem também apoia iniciativas voltadas à capacitação e ao empoderamento das mulheres no mercado de trabalho, como o programa “Floresta para Todas”, promovido pela Rede Mulheres Florestal, do qual o Cipem e o IMAD são apoiadores. O projeto oferece às participantes um espaço de troca de experiências profissionais entre mentoras e mentoradas, contribuindo para ampliar oportunidades e fortalecer a presença feminina na cadeia produtiva florestal.




