quinta-feira, 18 junho, 2026

Deputado de MT usava intermediários para receber propina e não declarou 8 BMWs à Justiça Eleitoral

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Juarez Costa teria recebido R$30 milhões e BMW em propina da Aegea para facilitar atuação da empresa em Sinop

O ex-diretor administrativo da Aegea, Felipe Bueno Marcondes Ferraz, revelou que operou o “caixa 2” do deputado federal Juarez Costa (Republicanos) a partir de 2015, quando o parlamentar atuava como prefeito de Sinop (a 481 km de Cuiabá), município ao Norte de Mato Grosso. A declaração foi feita em acordo de colaboração premiada firmado com o Ministério Público Federal, no âmbito das apurações de um esquema de propina envolvendo a empresa privada de saneamento básico.

Segundo Ferraz, o então prefeito utilizava três emissários não identificados para retirar dinheiro em espécie na sede da Aegea, em São Paulo. Também teriam ocorrido entregas em Cuiabá e Santa Catarina.

Ao longo de 2015 e no primeiro trimestre de 2016, foram entregues maços de dinheiro a intermediários em um endereço de Balneário Camboriú. O ponto de encontro seria um cruzamento entre a Avenida Brasil e a Rua 3.300, nas proximidades de um hotel.

MEIO NOTA

Nesse local, de acordo com o ex-diretor administrativo da Aegea, foram entregues R$ 1,2 milhão destinados a Juarez.

Ao todo, o então prefeito teria recebido R$ 30 milhões em propina e uma BMW para, em troca, mudar regras e criar leis que beneficiariam a empresa em Sinop. Os recursos teriam sido destinados ao pagamento de dívidas de campanha.

As informações foram divulgadas pelo portal de notícias Metrópoles.

Em coletiva de imprensa nessa quarta-feira (17), em Cuiabá, o deputado negou participação em qualquer esquema, disse que não recebeu R$ 30 milhões e afirmou ser vítima de perseguição política.

Em relação à BMW que teria recebido como parte da propina, Juarez Costa ironizou e disse que quem recebe R$ 30 milhões não se preocuparia com uma BMW. Além disso, afirmou que já teve oito veículos da marca.

“Eu tive oito, será que é uma dessas oito?”, questionou.

O deputado nunca declarou possuir uma BMW à Justiça Eleitoral. Nas eleições de 2020 e 2022, ele declarou que empobreceu. Seu patrimônio teria caído para R$ 2,2 milhões, e ele não teria nenhum carro.

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