A escolha da deputada federal Gisela Simona (União) para compor a chapa majoritária como candidata a vice-governadora ao lado de Otaviano Pivetta (Republicanos) passou pelo crivo das principais lideranças do União Brasil. A afirmação foi feita hoje (12) pelo deputado estadual e correligionário Júlio Campos, ao relatar os bastidores da articulação que culminou na substituição de Fábio Garcia (União) na chapa.
Segundo ele, o processo de definição foi conduzido por meio de uma videoconferência organizada pelo presidente nacional do Progressistas e aliado da base, Nilson Leitão, que consultou parlamentares e dirigentes partidários.
“O Nilson Leitão fez uma videoconferência conosco consultando qual o melhor nome que o União Brasil poderia sugerir, e realmente teve o consenso de que o melhor nome para compor a chapa dos Republicanos como vice indicada pelo União Brasil era da deputada Gisela Simona“.
A substituição na chapa governista tornou-se necessária após a deflagração da Operação Heritage, que investiga um acordo financeiro de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. A decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de bens e proibiu o contato entre os investigados, incluindo o ex-governador Mauro Mendes e o próprio Fábio Garcia, inviabilizou a manutenção de Garcia na disputa majoritária, resultando no seu retorno à corrida por uma vaga na Câmara dos Federal.
Para Júlio Campos, o conjunto de restrições impostas pela investigação federal gera reflexos inevitáveis no cenário político estadual. “Não vamos fingir, isso vai ser uma eleição bastante difícil de se explicar. Qualquer projeto político que sofre um abalo desse tem consequências“.



