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A delegação brasileira chega para a disputa do Campeonato Mundial de Remo, que acontecerá entre 24 e 30 de agosto, em Amsterdã, na Holanda, com o respaldo de uma rede de financiamentos direcionados para o desenvolvimento esportivo nacional.
A análise dos dados financeiros realizada pelo Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da Universidade Federal do Paraná (IPIE/UFPR) revela a importância da Lei Agnelo Piva, do programa Bolsa Atleta e da Lei de Incentivo ao Esporte na viabilização do ciclo olímpico e paralímpico da modalidade. Esses recursos asseguram o preparo técnico dos competidores de elite para o torneio, que é uma das competições mais importantes do calendário internacional fora da janela dos Jogos Olímpicos.
Entre os anos de 2010 e 2026, o programa Bolsa Atleta destinou R$ 9,6 milhões à modalidade, viabilizando a concessão de 275 bolsas a atletas de todo o país nesse período. A categoria Pódio reteve o maior volume financeiro deste montante, com R$ 5 milhões aplicados em 40 bolsas. Paralelamente, a categoria Nacional apresentou a maior abrangência de contemplações, somando 148 bolsas que correspondem a R$ 1,6 milhão. A distribuição demográfica aponta que o público masculino garantiu R$ 4,9 milhões distribuídos em 166 bolsas, enquanto o público feminino obteve 104 bolsas, totalizando R$ 3,9 milhões.
Outro dado interessante que o levantamento do Instituto Inteligência Esportiva mostra refere-se aos repasses provenientes da Lei Agnelo Piva que saltaram de R$ 900 mil em 2002 para R$ 7,5 milhões em 2025.
Já o fomento indireto, responsável por impulsionar ações formativas e de desenvolvimento de base, é efetivado por intermédio da Lei de Incentivo ao Esporte. O panorama abrange a captação de R$ 1.285.812,31 voltados à execução de seis projetos aprovados entre 2011 e 2024, com forte concentração na manifestação esportiva de participação.
O impacto direto de todo esse suporte financeiro é materializado no histórico de sucesso dos paratletas de alto rendimento que representam o país na modalidade. A atleta Cláudia dos Santos soma 12 repasses, sendo a maioria nas categorias Olímpica e Pódio, enquanto Jairo Klug acumulou 11 bolsas ao longo do ciclo. Michel Pessanha e Renê Campos Pereira garantiram 10 bolsas cada, sustentando o alto nível técnico em finais paralímpicas e conquistas expressivas.
Organizado pela World Rowing, o Campeonato Mundial de Remo é a principal competição para o ranqueamento global, definindo a distribuição da maioria das vagas diretas por país nas etapas qualificatórias para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
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