O congresso deste ano, na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, trouxe para o debate sobre corridas de rua representantes do Governo Federal e do Fórum de Secretários Estaduais, além de organizadores de provas e presidentes de federações do Atletismo Brasil.
O 4º Summit ABRACEO CBAt que teve o seu primeiro dia de trabalho nesta terça-feira (20/1), na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, reforçou a mensagem de que organizadores, federações, entidades governamentais, profissionais, marcas e fornecedores devem continuar juntos pelo fortalecimento do setor, um mercado que segue crescendo no Brasil. O encontro nacional segue nesta quarta-feira (21/1), no mesmo local.
“Nesses quatro anos de Summit a mensagem continua a mesma. Com a união entre organizadores de corridas de rua, federações nacionais e Confederação Brasileira de Atletismo a gente consegue promover muitas outras coisas, como o empreendedorismo, segurança e o crescimento de corrida de rua. É o quarto ano que a gente destaca o quanto é importante os envolvidos terem bom relacionamento”, destacou Guilherme Celso, da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (ABRACEO).
O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) Wlamir Motta Campos ressaltou que mais uma vez o evento reúne o “todo o ecossistema da corrida de rua”. “Corrida de rua é atletismo no Piauí ou no mundo, jamais esqueçam isso! Estamos plantando algo gigante, que é o fortalecimento da corrida de rua, com vistas a assegurar a integridade física de todos os atletas, de forma organizada seguindo as leis e as normas, sejam elas federais, da World Athletics, da CBAt ou das federações”, ressaltou.
“A corrida de rua é para profissionais, um movimento organizado. A corrida de rua é gigante, o esporte é gigante. O PIB do esporte em 2023 foi de mais de 184 bilhões de reais, 1,69% do PIB do País. Com a união do esporte isso vai crescer. Corridas de rua crescentes em qualidade, aumentando o número de permits, bom para os organizadores, as entidades e a sociedade brasileira”, acrescentou.
Estados e municípios – O Summit deste ano trouxe para o debate sobre corridas de rua representantes dos Governos Federal e Estaduais, além de organizadores e presidentes de federações. No painel “A importância dos Estados e Municípios no Crescimento da Corrida de Rua”, Júlio Cesar Nunes Júnior, o Cesinha, presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Gestores do Esporte, defendeu uma divulgação ampla sobre a Lei Geral do Esporte (Lei nº 145.597/2023) e o artigo 153, que define a obrigatoriedade do Permit (autorização) para a realização de corridas de rua com inscrições.
“É colocar que a Lei Geral do Esporte trata do assunto e sobre as responsabilidades dos Estados e municípios. Não vai acontecer num estalar de dedos, não vai! Mas a gente está plantando a semente, iniciando essa construção. Acredito que uma ‘cartilha’, um documento sobre o tema, e uma reunião entre ABRACEO, CBAt e os secretários de Esportes de todos os Estados do Brasil pode somar”, disse Cesinha.
“A Segurança nas Corridas de Rua: O Papel do Permit e das Federações” foi o painel com a presença dos presidentes das Federações do Atletismo Brasil Fagner de Barros, de Pernambuco; Daiana Gamboa, de Santa Catarina; Joel de Oliveira, de São Paulo; Gustavo Ranieri Duarte, de Minas Gerais; e Lilian Carvalho, do Amazonas.
Premiação em corridas – “Participação e premiação de atletas federados: critérios, benefícios, impactos e responsabilidades” foi o tema da palestra que juntou o maratonista olímpico Marílson Gomes dos Santos, bicampeão da Maratona de Nova York e tricampeão da São Silvestre, o corredor Johnatas de Oliveira Cruz, o treinador Clodoaldo Lopes do Carmo e Paulo Silva, organizador da Maratona Internacional de Porto Alegre, com mediação de Cláudio Castilho, diretor Executivo da CBAt.
O cachê de participação e a premiação não são obrigatórios, mas Marílson lembrou que a presença do ídolo valoriza a corrida e estimula a inscrição de corredores amadores. “As pessoas querem correr a mesma prova que um atleta importante daquele País corre e os organizadores ganham com isso”, disse Marílson. Clodoaldo comentou que a presença de atleta de elite e resultados igualmente de elite, recordes, marcas expressivas são capazes de “levantar corridas de rua”, de acrescentar a prova um status diferenciado que atrai mídia, público e mais corredores.
As Loterias Caixa e a Caixa são patrocinadoras máster do Atletismo Brasil.




