Equipe paulista venceu a competição geral, masculina e feminina; os barreiristas Alison dos Santos, do Pinheiros, e Vitória Sena, do Praia Clube, foram escolhidos como os melhores atletas da competição e Caio Bonfim marchou 140 voltas e saiu com recordes sul-americano, brasileiro e do campeonato
O Esporte Clube Pinheiros é o campeão do 45º Troféu Brasil Interclubes Loterias Caixa de Atletismo 2026, encerrado domingo (26/7) no estádio Ícaro de Castro Mello, no Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, no bairro do Ibirapuera, em São Paulo. O clube paulista celebrou seu 11º título consecutivo, em um total de 12 conquistas de Troféu Brasil na história, ao somar 713,5 pontos, vencendo também a disputa feminina (330,5 pontos) e masculina (383 pontos).
O Praia Clube-Exército-CEMIG-Futel, de Uberlândia (MG), foi o vice-campeão brasileiro, com 264 pontos. Também ficou com a segunda colocação nos naipes feminino (165 pontos) e masculino (99 pontos).
A Orcampi, de Campinas (SP), terminou na terceira posição geral entre os clubes, com a soma de 176 pontos. Também conquistou a terceira posição na disputa feminina (101 pontos). Entre homens, a terceira colocação foi do Centro de Atletismo de Sobradinho, do Distrito Federal (83 pontos).
Os melhores índices técnicos do Troféu Brasil, eleitos por um júri técnico por suas performances, foram os barreiristas Alison dos Santos, do Pinheiros, e Vitória Sena, do Praia Clube-Exército-CEMIG-Futel.
Alison, de 26 anos, voltou a disputar o Troféu Brasil após sete anos – ele nunca tinha sido campeão brasileiro em provas individuais. No Ibirapuera, conquistou duas medalhas de ouro, ambas com recordes da competição. Piu venceu os 400 metros com o tempo de 44.60, superando a marca da semifinal (44.76), ambas superando o antigo recorde do campeonato, que era 44.82, de Sanderlei Parrela, desde 1999.
Nos 400 metros com barreiras, sua especialidade, venceu com 46.49 – melhor marca do mundo em 2026, segunda melhor marca pessoal da carreira e quarta marca da história da prova. Vitória Sena, de 28 anos, atual recordista brasileira dos 100 metros com barreiras, conquistou seu primeiro título do Troféu Brasil na prova, com o tempo de 12.97 (-1.5).
Nesta edição de 2026, participaram 734 atletas (305 feminino e 429 masculino) – número consolidado após 960 pré-inscrições.
O Troféu Brasil voltou a ser realizado no estádio Ícaro de Castro Mello, o Ibirapuera, depois de 12 anos. Um dos principais palcos do atletismo nacional, o Ibirapuera foi totalmente renovado e recebeu a única pista com certificação Classe 1 da World Athletics na América Latina, que foi muito elogiada pelos atletas.
Presidente do Conselho de Administração da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos fez sua avaliação dos quatro dias da competição. “Foi um Troféu Brasil histórico, para ficar marcado em todos os sentidos. Por certo que o retorno ao Ibirapuera contribuiu para isso. Foi um palco onde os atletas brilharam, e a energia desse Troféu foi a maior, desde que assumi, em 2021”, disse o presidente. “O Troféu Brasil começou com o Caio batendo o recorde sul-americano da meia maratona. Tivemos resultados e mais resultados ao longo dos quatro dias, coroando com Alison dos Santos obtendo a melhor marca da temporada no mundo, e também com Caio batendo mais uma vez o recorde sul-americano.”
Para Wlamir Motta Campos, o balanço final do Troféu Brasil é “extremamente positivo”, criando expectativas para 2027. “A avaliação é extremamente positiva, o que sobe o sarrafo para o 46º Troféu. Foi importante quanto aos resultados e também com relação à entrega para os nossos patrocinadores, a cobertura de mídia e, consequentemente, nossos ídolos se multiplicando e fazendo com que a gente tenha cada vez mais fãs do atletismo. Estou super feliz com o resultado.”
RECORDES – O Troféu Brasil registrou dois recordes sul-americanos, um brasileiro e seis recordes da competição. Os recordes da área sul-americana foram quebrados com Caio Bonfim (CASO-DF), na meia maratona da marcha atlética em pista (1:24:312.0), e nos 35.000 da marcha atlética em pista (2:31:09.7) – também recorde brasileiro. Caio marchou 140 voltas em duas provas com uma diferença de três dias entre elas, na pista, em voltas, mostrando o quanto é um marchador excepcional. Caio também respondeu por um dos recordes da competição nos 35.000 m.
Os outros cinco recordes da competição foram divididos por Alison dos Santos e Matheus Lima (ambos atletas do campeão Pinheiros). Alison dos Santos, na semifinal (44.76) e final (44.60) dos 400 m rasos e na final dos 400 m com barreiras (48.60 – líder na top list da World Athletics 2026). Matheus Lima, na semifinal (48.60) dos 400 m e na final dos 400 m com barreiras (47.97).
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