A professora de karatê do Sesi Escola Cuiabá e Várzea Grande, Welke Gonçalves do Amaral, conquistou duas medalhas de ouro no Mundial de Karatê realizado no Cairo, no Egito. Ela integra a Seleção Brasileira no campeonato que reúne mais de 40 países desde a última quarta-feira (28.10). A disputa termina nesta terça-feira (03.11), com expectativa de mais vitórias.
Representando o Brasil, Welke subiu ao topo do pódio na modalidade Kata após neutralizar outra brasileira no tatame. Já no Fuku Go, a atleta enfrentou o time da casa e se consagrou campeã da modalidade.
“Foi uma experiência que marcou não apenas minha carreira, mas a minha vida inteira, e sair de lá com dois títulos: o 1º lugar em Kata Individual e também em Fuku Go, foi a realização de um sonho que alimentei com cada treino, com muito esforço e dedicação”, diz Welke.
Para a mato-grossense, o título internacional é o reconhecimento de que todo sacrifício valeu a pena. “O maior objetivo de qualquer atleta é chegar ao topo, é poder dizer que é o melhor do mundo naquilo que ama. E hoje eu posso dizer com o coração transbordando de emoção: eu consegui”, celebra.
Welke chega à sua terceira competição internacional após uma carreira marcada pela dedicação e perseverança, que lhe rendeu nove títulos brasileiros consecutivos, mantendo-se no lugar mais alto do pódio ao longo de nove anos.
Esporte como ferramenta de transformação
Além de competir em alto rendimento, Welke dedica parte de sua rotina à formação de novos atletas. Ela é professora do programa Extraclasse do Sesi Escola Cuiabá e Várzea Grande, que oferece atividades no contraturno escolar, e também atua no projeto social Geração do Futuro, uma iniciativa da Bom Futuro em parceria com o Sesi MT, que oferta oficinas de karatê destinadas a estudantes de escolas públicas dos dois municípios.
O trabalho vai além do ensino das técnicas da modalidade. A proposta é utilizar o esporte como instrumento de desenvolvimento, incentivando valores como disciplina, respeito, responsabilidade, foco e perseverança.
Para Welke, ver os estudantes avançarem no esporte é uma das maiores recompensas da profissão. A experiência de competir internacionalmente também fortalece um sonho: levar seus alunos para disputar um campeonato mundial no futuro.
“Quero competir novamente, mas, em breve, com meus alunos ao meu lado. Quero ver eles vivendo essa mesma emoção, participando de um campeonato mundial e levando consigo a certeza de que são capazes”, afirma.



