A equipe Fazenda Brasil, campeã do torneio Esquenta Supercopa, entrou em contato com a redação do Alvorada MT na tarde desta sexta-feira (06) para relatar a demora no pagamento da premiação de R$ 5 mil, anunciada pela organização do evento. Segundo o representante do time, João, já se passou uma semana desde a conquista do título e, até o momento, nenhum valor foi repassado ou sequer houve contato oficial do organizador com os atletas.
João afirma que a situação tem gerado indignação entre os jogadores. “Hoje faz uma semana que vencemos a competição e até agora nada. Isso é um desrespeito com os atletas”, declarou. Ele também encaminhou à reportagem o banner de divulgação do torneio, no qual a premiação em dinheiro aparece como um dos principais atrativos da competição.
Durante a apuração, a reportagem confirmou que o Esquenta Supercopa não é organizado pelo município e não possui qualquer vínculo com a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, afastando qualquer responsabilidade do poder público local sobre o pagamento da premiação.
Outro ponto levantado pela equipe campeã diz respeito à arrecadação do evento. Ao todo, 21 equipes participaram da competição, cada uma pagando uma taxa de inscrição de R$ 300, o que resultou em uma captação de R$ 6.300 apenas com inscrições. De acordo com os cálculos, esse valor, por si só, já seria suficiente para cobrir a premiação prometida ao time campeão, o que torna ainda mais questionável a demora no pagamento.
Procurado pela reportagem, o organizador do torneio, Luiz de Souza, respondeu que ainda não efetuou o pagamento porque a premiação será quitada por meio de uma emenda parlamentar que ainda não foi recebida. A explicação, inicialmente, caminhava nesse sentido. No entanto, durante a conversa, o organizador passou a ofender o jornalista responsável pela apuração e, em determinados momentos, ameaçou o exercício da atividade profissional.
Em áudios enviados à redação, Luiz afirma ter conhecimento do passado do jornalista e diz possuir influência sobre a direção da Rádio Meridional e do site Alvorada, alegando que entraria em contato com os responsáveis por considerar abusiva a abordagem jornalística. Em tom de deboche, ele ainda declarou: “Pode procurar a delegacia. Mais um, dois ou três processos na minha vida não fazem diferença. Você não tem que se envolver com as minhas coisas.”
A reportagem reforça que cumpriu seu papel fundamental ao ouvir todas as partes envolvidas, garantindo o direito de resposta e a transparência dos fatos. Diante das ofensas e das tentativas de intimidação, o jornalista responsável informa que buscará seus direitos na Justiça, a fim de evitar qualquer tipo de cerceamento ao livre exercício da profissão.
O espaço permanece aberto para novos esclarecimentos por parte da organização do evento.



