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Santiago 2023: Brasil supera a marca das 100 medalhas e tem melhor dia da história nos Jogos

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O Brasil chegou à sua 100ª medalha em apenas três dias de Jogos Parapan-Americanos de Santiago. A expressiva marca foi conquistada nesta segunda-feira, 20, pela judoca Rebeca Silva, que ficou com o bronze na categoria acima de 70kg, ao derrotar a venezuelana Danitza Sanabria.

Em quantidade de medalhas, a delegação brasileira alcançou o melhor resultado em um único dia de Parapan (o recorde anterior, de 46, fora estabelecido há dois dias), com 51 pódios: 22 de ouro, 17 de prata e 12 de bronze, totalizando 127 (55 ouros, 38 pratas e 34 bronzes). Os Estados Unidos continuam no segundo lugar geral, com 46 medalhas no total (14 ouros, 12 pratas e 20 bronzes), seguidos agora pela Colômbia, que chegou a 44 medalhas (12 de ouro, 16 de prata e 16 de bronze).

O Parapan de Santiago começou oficialmente nesta sexta-feira, 17, na cerimônia de abertura. Com exceção ao tênis de mesa, que tem jogos desde quinta-feira, 16, as disputas foram iniciadas neste sábado, 18.

Para esta edição, a delegação brasileira conta com 324 atletas, 190 homens e 134 mulheres, oriundos de 23 estados e do DF, em 17 modalidades. Desses competidores,  51 têm até 23 anos, 108 são cadeirantes, 132 são estreantes no evento continental, 72 treinam nos Centros de Referência do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e 11 disputaram o Parapan de Jovens, em Bogotá, Colômbia, no último mês de junho.

Nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, em 2019, a delegação brasileira havia conquistado, nos mesmos três dias, 120 medalhas. A diferença, porém, é que, àquela altura, o atletismo, categoria na qual o Brasil tem um grande desempenho, já havia sido disputado.

“Estou muito feliz pela medalha em um Parapan, pois sempre quis essa oportunidade de representar o nosso país. Graças a Deus, a 100ª medalha e vamos seguir com mais disputas para conseguirmos ainda mais medalhas”, destacou Rebeca Silva.

Natural de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, Rebeca Silva, 22, tem deficiência visual devido à genética da família. Foi por meio de um projeto que ela conheceu o judô, em 2013. Entre as suas principais conquistas, estão o bronze no Mundial de Baku, em 2022; e a prata nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, em 2019.

No total, foram 13 medalhas conquistadas pelo Brasil em sua participação no judô nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago: seis ouros, quatro pratas e três bronzes. Com isso, o Brasil superou a campanha dos Jogos de Lima 2019, que era a melhor do país na modalidade, com 11 pódios (quatro ouros, três pratas e quatro bronzes).

Brenda Freitas (até 70 kg), do Rio de Janeiro, e Marcelo Casanova, de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, na categoria até 90 kg, foram os medalhistas de ouro desta segunda. Com isso, o Brasil teve vencedores em seis das oito categorias em disputa nos dois dias de lutas da modalidade.

Meg Emmerich (+70 kg), de São Paulo, Arthur Silva (até 90 kg), de Natal (RN), e o paraibano Wilians Araújo (+90 kg), de Riachão do Poço, conquistaram a prata. Já Sergio Fernandes (+90 kg), do Rio de Janeiro, ficou com o bronze, além de Rebeca Silva.

Natação

O Brasil ganhou 19 medalhas na natação: nove ouros. O nadador mineiro Gabriel Araújo, conhecido como Gabrielzinho, conquistou o ouro na prova dos 100m costas da classe S2 (comprometimento físico-motor). Além de Gabriel Araújo, mais dois nadadores xarás subiram ao pódio no Centro Aquático do Parque Estádio Nacional do Chile: os paulistas Gabriel Cristiano e Gabriel Bandeira.

Gabriel Cristiano conquistou o bicampeonato parapan-americano na prova dos 100m borboleta da classe S8 (limitações físico-motoras) com o tempo de 1min05s93.

O Brasil ainda conseguiu duas dobradinhas no pódio da natação. A mineira Patrícia Santos (3min06s10) e a carioca Lídia Cruz (3min13s72) conquistaram a prata e o bronze, respectivamente, nos 150m medley da classe S4 (limitações físico-motoras). Foi a terceira medalha de Patrícia em Santiago e a segunda de Lídia. O ouro foi para a mexicana Nely Miranda, com 3min02s55.

Já as mineiras Laila Suzigan e Mayara Petzold garantiram mais duas medalhas ao Brasil nos 200m medley S6. Laila ficou com a prata, com o tempo de 3min25s52 e Mayara obteve o bronze, com a marca de 3min28s85.

A paulista Esthefany de Oliveira, nos 50m borboleta da classe S5 (comprometimento físico-motor), levou mais um ouro pela natação ao completar a disputa em 47s08, índice que também valeu como o novo recorde parapan-americano.

A paranaense Beatriz Carneiro foi ouro nos 100m peito, da classe S14 (deficiência intelectual). Com o tempo de 1min14s98, ela estabeleceu o novo recorde parapan-americano, comemorado ao lado da irmã gêmea, Débora, antiga dona da marca, e que ficou com a prata.

O paulista Samuel Oliveira voltou a se destacar. Nos 50m borboleta, da classe S5 (limitação físico-motora), ele conquistou o ouro e bateu o recorde parapan-americano. Com o tempo de 31s50, ele superou a antiga marca de 34s79, que era de Daniel Dias. Samuel celebrou o feito ao lado do primo Tiago Oliveira, que ficou com a prata.

A paranaense Vitória Ribeiro conquistou a medalha de ouro nos 100m borboleta, da classe S8 (limitação físico-motora). Ela fez o tempo de 1min17s56 e também teve uma brasileira ao lado no pódio: a potiguar Cecília Araújo, medalhista de prata.

Nos 50m borboleta, da classe S9 (limitação físico-motora), teve dobradinha de ouro – para o goiano Vanilton Nascimento – e bronze – para o paulista Victor dos Santos.

Fechando o dia da natação, a equipe brasileira do revezamento 4×50 medley (20 pontos) conquistou a medalha de ouro. Samuel Oliveira, Roberto Rodriguez, Mayara Petzold e Patrícia Santos representaram o país na prova.

Nos 200m medley, da classe S6 (limitação físico-motora), o catarinense Talisson Glock conquistou a medalha de prata e nos 100m peito da classe S11 (atletas cegos), o carioca José Perdigão ficou com o bronze.

Halterofilismo

No halterofilismo, o Brasil conquistou mais três ouros. O paraibano Ailton de Souza, na categoria até 80kg, ficou com o primeiro lugar após levantar 183kg. Na categoria até 88kg, o baiano Evanio da Silva levantou 197kg para subir ao lugar mais alto do pódio.

Na categoria até 86kg feminina – disputada em conjunto com a acima de 86kg –, teve Brasil duas vezes no pódio: ouro com a carioca Tayana Medeiros, que levantou 131kg, mesma marca da baiana Edilândia Araújo, que ficou com o bronze nos critérios de desempate. A chilena Alejandra Guajardo levantou o mesmo peso para ficar com a prata.

Ainda teve outra dobradinha da equipe brasileira com a potiguar Maria Rizonaide, que levou a medalha de prata na categoria até 50kg e com a mineira Cristiane Reis, bronze (até 55kg). Elas competiram na mesma prova. O ouro ficou com a chilena Camila Campos.

Tênis de Mesa

Em um dia de finais nas chaves de duplas do tênis de mesa, o Brasil conquistou 16 medalhas: sete de ouro, cinco de prata e quatro de bronze. Assim, a delegação brasileira superou os 34 pódios obtidos em Toronto 2015 para estabelecer a melhor campanha da modalidade em Jogos Parapan-americanos, com 38 medalhas.

“Sensação única, principalmente por ser um campeonato adulto. São adversários mais velhos, mais fortes, mais experientes. Ganhar de atletas que estão melhor no ranking mundial é uma sensação maravilhosa, assim como conquistar o ouro novamente. O choro no fim do jogo foi de felicidade, alívio do nervosismo. Foi uma partida em que eu fiquei nervoso. Atrapalhou em algumas bolas, pontos decisivos, mas foi um choro de felicidade, para tirar a pressão do momento. Estou muito feliz”, disse o paulista Jean Mashki, ouro na classe MD18, ao lado do catarinense Gabriel Antunes.

Nas disputas femininas, as medalhas de ouro foram para as duplas Danielle Rauen e Jennyfer Parinos (WD14-20), e para Cátia Oliveira e Joyce Oliveira (WD5-10).

Outras duas conquistas vieram em duplas masculinas. Além de Gabriel Antunes e Jean Mashki (MD18), o Brasil foi campeão com  Guilherme Marcião e Iranildo Espindola (MD4).

Por fim, nas duplas mistas, foram  mais três campanhas vitoriosas. Encerraram o dia com ouro Danielle Rauen e Gabriel Antunes (XD20), Joyce Oliveira e Fabio Silva (XD10), e Cátia Oliveira e Lucas Arabian.

“Estou muito feliz com o ouro. A gente sabia que, contra o Brasil, era outra dupla muito forte. Mas entramos muito concentradas, sabíamos o que tínhamos que fazer. Não foi fácil, mas conseguimos o objetivo, que era o ouro. Eu tinha a prata no individual e não estava satisfeita. Queria o ouro. Quero agradecer à Cátia, que jogou muito, mesmo lesionada”, comemorou a paulista Joyce Oliveira, que conquistou o ouro com a também paulista Cátia Oliveira na classe WD5-10.

O paulista Israel Stroh ficou no segundo lugar mais alto do pódio por duas vezes.  A primeira ao lado de Jennyfer Parinos (XD14-17) e a segunda com Paulo Salmin (MD14). A goiana Thais Fraga também leva duas medalhas de prata para casa, uma com Marliane Amaral (WD5-10) e a outra com Ezequiel Babes (XD4-7). As Também chegou ao vice-campeonato a dupla Lucas Arabian e Fabio Souza (MD8).

As medalhas de bronze foram conquistadas por David Andrade e Carlos Eduardo Moraes (MD8), Lucas Carvalho e Sophia Kelmer (XD14-17), Claudio Massad e Luiz Manara ( MD18) e Lethicia Rodrigues e Sophia Kelmer (WD14-20).

Tiro esportivo

O Brasil conquistou três medalhas no tiro esportivo nesta segunda-feira, 20. Pela manhã, Geraldo Rosenthal ficou com o bronze na P4 Pistola 50m SH1, com uma pontuação total de 185.9. Na disputa do Rifle de ar em pé 10m SH1, Marcelo Marton conquistou o ouro depois de uma pontuação total de 240.9.

À tarde, Alexandre Galgani foi prata na R5 – Rifle deitado 10m mista SH2, com uma pontuação de 253.2, fechando as conquistas brasileiras do dia na modalidade. O ouro ficou com o norte-americano Stetson Bardfield, com 253.4 pontos. O bronze foi para a argentina Maria Rodriguez.

Basquete em cadeira de Rodas

A Seleção Brasileira masculina perdeu para a Colômbia por 66 a 56, nesta segunda-feira, 20. Na estreia, a equipe brasileira foi derrotada pelo Canadá por 82 a 42.

O Brasil volta à quadra contra Porto Rico, no encerramento da primeira fase, nesta terça-feira, 21, às 12h30 (de Brasília).

Rúgbi em Cadeira de Rodas

A seleção brasileira de Rúgbi em Cadeira de Rodas encarou os Estados Unidos e perdeu por 54 a 36 pela quarta rodada da fase de grupo. Assim, o time acumulou sua terceira derrota. Agora, precisa vencer o Chile para avançar às semifinais sem depender de outros resultados.

Futebol de Cegos

Em duelo válido pela terceira rodada do torneio de Futebol de Cegos do Parapan de Santiago, o Brasil venceu a Colômbia pelo placar de 1 a 0. Nonato marcou o único gol do jogo.

Dessa forma, a seleção se manteve invicta na competição, com três vitórias. Na quarta-feira, 22, o Brasil enfrenta a Argentina.

Goalball

A Seleção feminina de goalball derrotou a Guatemala por 11 a 1 em sua segunda exibição no Parapan.  Na estreia, a equipe brasileira havia derrotado a Argentina também por 10 gols de vantagem (12 a 2).

Na vitória sobre as guatemaltecas, os gols brasileiros foram marcados por Jéssica Vitorino (quatro), Moniza Lima (três), Carol Duarte (dois), além de Gaby e Kátia Silva.

As atletas brasileiras lideram o Grupo C da competição, com seis pontos, mesma pontuação das argentinas, que possuem um jogo a mais. A Seleção encara as mexicanas nesta terça-feira, 21, às 9h30 (horário de Brasília), em seu último compromisso pela fase classificatória.

O time masculino do Brasil, que não jogou nesta segunda,volta à quadra para encarar o Chile, às 17h45, também como primeiros colocados de sua chave.

A disputa do goalball no Chile, tanto no masculino como também no feminino,  tem as oito seleções participantes divididas em dois grupos. Cada equipe joga três vezes pela fase classificatória. Nas quartas de final, primeiro e segundo colocados de cada grupo enfrentam o quarto e terceiro do outro.

Futebol PC (paralisados cerebrais)

A Seleção Brasileira venceu os Estados Unidos por 2 a0 no terceiro jogo da primeira fase. César Batista, nos acréscimos do primeiro tempo, e Matheus Cardoso, no início do segundo tempo, marcaram os gols do Brasil.

A equipe brasileira lidera a primeira fase da competição de forma isolada, com nove pontos. Nesta fase, seis seleções se enfrentam em um sistema de pontos corridos e as quatro melhores garantem vaga nas semifinais.

Tênis em cadeira de rodas

O Brasil entrou em quadra três vezes e venceu todas as partidas. Nas oitavas de final da chave simples masculina, Leandro Pena venceu o colombiano Albeiro Pena por 2 sets a 0, com duplo 6/0. Daniel Rodrigues, que enfrentou o também colombiano Eliecer Oquendo, venceu por 2 sets a 0, com um duplo 6/2.

Em outro confronto entre Brasil e Colômbia, nas duplas femininas, Maria Fernanda Alves e Meyricoll Duval venceram Alexandra Meza e Carolina Lasso também por 2 sets a 0, com duplo 6/0, e garantiram vaga nas semifinais.

Patrocínios 

As Loterias Caixa são a patrocinadora oficial do futebol de cegos, goalball, Judô, Halterofilismo, natação, tiro esportivo, basquete em cadeira de rodas, rúgbi em cadeira de rodas e tênis de mesa.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível 

Os atletas Arthur Cavalcante da Silva, Brenda Freitas, Cátia Silva, Gabriel Bandeira, Gabriel Araújo, Laila Abate, Lídia Cruz e Patrícia Santos são integrantes do Programa Loterias Caixa, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 91 atletas.

Time São Paulo

Os atletas Cátia Silva, Danielle Rauen, Paulo Salmin, Esthefany Rodrigues, Gabriel Cristiano, Jennyfer Parinos e Lucas Arabian são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 106 atletas de 14 modalidades.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro ([email protected])

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