quinta-feira, 27 agosto, 2026

Bioeconomia: A chave para tornar o Brasil líder na transição verde

Date:

A Bioeconomia surge como uma poderosa ferramenta para impulsionar o desenvolvimento sustentável do Brasil, abrindo portas para uma transição verde inovadora e economicamente promissora. Ao aproveitar de forma inteligente e responsável a rica biodiversidade do país, a bioeconomia oferece soluções para diversos setores, desde a agricultura e indústria até a geração de energia e conservação ambiental.

Bioeconomia: Oportunidades e desafios na construção de uma agenda estruturada

Uma agenda estruturada de bioeconomia é essencial para que o Brasil alcance todo o seu potencial nesse campo. Para isso, é fundamental unir esforços de diferentes setores e atores, buscando um denominador comum que impulsione o desenvolvimento sustentável em todos os biomas brasileiros.

Conteúdo

Talita Priscila Pinto, coordenadora do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), destaca a importância de identificar e superar os desafios, como a falta de padronização e definição clara do que é bioeconomia. A especialista ressalta que a bioeconomia representa um universo de possibilidades para o Brasil, que já possui iniciativas implementadas e pode ampliá-las, gerando benefícios tanto internos quanto para o mundo. “É um caminho a ser seguido de forma estruturada”, afirma.

A bioeconomia se baseia na ciência e na tecnologia para promover transformações significativas. Um exemplo inspirador é o setor de papel e celulose, que se reinventou e se tornou fundamental para a economia global, oferecendo alternativas sustentáveis ao plástico e transformando resíduos em ativos valiosos.

Bioeconomia: A chave para tornar o Brasil líder na transição verde
Marcello Brito, secretário-executivo do Consórcio Amazônia Legal

Durante o Webinar ABAGTALKS Caminhos da bioeconomia para a COP30, promovido nesta segunda-feira, dia 17 de junho, pela ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio), Marcello Brito, secretário-executivo do Consórcio Amazônia Legal, enfatizou a importância de uma mudança de mentalidade em relação à bioeconomia. Ele destaca o potencial do Brasil para se inserir no mercado global de forma mais assertiva, utilizando seus ativos ambientais para impulsionar a agenda da bioeconomia, que abrange mineração responsável, sistemas alimentares sustentáveis, energia renovável e novos processos industriais.

COP 30: Oportunidade para o Brasil liderar a discussão global

Continuando a discussão, Marcello Brito ressaltou a importância de o Brasil se engajar ativamente nas discussões sobre agricultura regenerativa, que ganharam destaque na COP28 e devem ter seus conceitos básicos lançados na COP 30. Ele expressou preocupação com a falta de participação brasileira nesses diálogos, afirmando: “O Brasil não está participando atualmente desses diálogos.

Talita, por sua vez, complementou a fala de Brito, enfatizando a necessidade de um planejamento estratégico abrangente para a bioeconomia, que contemple diversas áreas e seja estruturado com metas e indicadores claros. Ela defendeu que essa organização interna é fundamental para que o Brasil apresente uma agenda nacional bem definida na COP 30, em vez de ter sua agenda definida por outros países. “Ter essa organização interna contribui para que a agenda nacional seja apresentada e não definida, como é hoje“, concluiu Talita.

A COP 30, que será realizada em Belém, no Pará, em 2025, representa uma oportunidade única para o Brasil apresentar sua agenda de bioeconomia e liderar a discussão global sobre desenvolvimento sustentável. É crucial que o país se prepare para o evento, construindo uma agenda estruturada, com metas e indicadores claros, que demonstrem o compromisso do Brasil com a bioeconomia e seu potencial para impulsionar um futuro mais verde e próspero.

Juntos por um futuro sustentável

A bioeconomia oferece um caminho promissor para o Brasil construir um futuro mais sustentável, impulsionando o desenvolvimento econômico e social em harmonia com a natureza. Ao unir esforços, investir em ciência e tecnologia, e construir uma agenda estruturada, o país pode se tornar um líder global na transição verde e inspirar o mundo com soluções inovadoras e sustentáveis.

Veja também!

Vídeo

Sobre ABAG

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) foi criada em 1993 com o objetivo de estabelecer dentro do agronegócio brasileiro uma organização no processo de desenvolvimento sustentável, aproximando o setor, e todos os seus stakeholders, da economia nacional e internacional. É a única associação que congrega todos os elos da cadeia, do campo à indústria, distribuição e serviços, sendo fundamental para o fortalecimento do sistema agroindustrial e das relações com o governo, iniciativa privada, entidades de classe e instituições de ensino. Com mais de 75 associados e uma forte presença no calendário de eventos do agronegócio, a ABAG traz também informações através de palestras, entrevistas, debates, fóruns, congressos, workshops e feiras, que são fundamentais para o avanço do mercado e de nossos profissionais.

 

Compartilhe:

você vai gostar...
Relacionado

Segunda Semana da Mulher na Política debate liderança feminina nos três Poderes em Lucas

Evento organizado pela Procuradoria da Mulher da Câmara ocorreu...

Prefeitos do PL vão às redes, declaram apoio e entram na campanha pela reeleição de Pivetta

Gestores de 17 municípios manifestaram apoio ao governador; adesões...

Programa Viva Lucas entrega novos kimonos e amplia estrutura do Judô em Lucas do Rio Verde

Modalidade completa dois anos de atividades no município, celebra...

Indústria de Mato Grosso cresce e amplia demanda por profissionais qualificados

Mapa do Trabalho Industrial prevê qualificação de 210 mil...
Feito com muito 💜 por go7.com.br