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Alta Floresta

Comunidade Guadalupe a rota onde a Amazônia vira experiência em Alta Floresta

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Três empreendimentos comunitários se complementam e mostram como a biodiversidade transforma a floresta em renda, turismo e identidade cultural

Na Comunidade Nossa Senhora de Guadalupe, em Alta Floresta, a Amazônia se revela em um percurso que vai muito além da contemplação da floresta. Hoje, 5 de setembro, Dia da Amazônia, a Rota Agroecológica de Guadalupe se torna símbolo de futuro: uma prova de que desenvolvimento e preservação podem caminhar juntos, quando a floresta é reconhecida como fonte de vida, trabalho e inovação. Nessa rota, três famílias unem saberes e práticas sustentáveis para criar uma experiência que mistura turismo, gastronomia e biodiversidade.

“Quando a gente fala de Amazônia, não falamos só de biodiversidade. Estamos falando de gente, de histórias que unem tradição, inovação e geração de renda. Esse é o coração da economia da biodiversidade, que mostra ser possível viver bem com a floresta em pé”, ressalta André Schelini, diretor técnico do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT).

O percurso é pensado como uma jornada sensorial. No Sítio Aroma da Floresta, o visitante conhece de perto óleos, manteigas e resinas amazônicas e aprende a transformar esses insumos em biocosméticos artesanais. A experiência começa no cuidado com o corpo e também com a floresta. Isso porque cada produto é resultado do uso sustentável da biodiversidade e do trabalho de comunidades extrativistas.

De lá, a rota leva à Chácara Pedra do Índio, onde o café agroecológico é cultivado sem agrotóxicos e em harmonia com a natureza. O visitante acompanha o manejo, participa da colheita (no período de abril a julho) e termina a vivência saboreando o café moído na hora, servido em meio ao buritizal. Aqui, a floresta se apresenta como fonte de energia e tradição, preservando práticas ancestrais e mostrando que a agroecologia pode sustentar famílias e territórios.

Por fim, no Sítio Flores, a Amazônia chega ao prato em forma de criatividade gastronômica. Os visitantes degustam receitas feitas com plantas alimentícias não convencionais (PANCs) — como o coração de bananeira, ingrediente queridinho da produtora rural Aline Nava. “A motivação é apresentar alimentos diferentes, produzidos em sistemas regenerativos, que mostram uma alimentação mais criativa e conectada com a floresta”, explica.

Juntas, as três vivências formam um mosaico complementar: do insumo natural ao cosmético, da lavoura ao café, do quintal agroflorestal à mesa. É uma narrativa que conecta corpo, memória e paladar, mostrando que a floresta pode ser vivida, preservada e transformada em oportunidades.

O Sebrae/MT atua como parceiro desse movimento, oferecendo capacitação em gestão, turismo de base comunitária e estratégias de comercialização, ajudando os empreendimentos a alcançarem novos mercados e a se fortalecerem em rede. Além de gerar renda para famílias locais, a Rota Agroecológica preserva saberes tradicionais, fortalece a cultura rural e cria oportunidades para o turismo sustentável.

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