O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que pretende manter um diálogo institucional respeitoso com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de ter votado e apoiado o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais. Pivetta destacou que o resultado das urnas deve ser respeitado e que a relação com o governo federal será pautada pelos interesses dos mato-grossenses.
“A maioria do povo brasileiro decidiu que dar mais um mandato para o presidente Lula. Então, não preciso me esforçar nem um pouquinho para reconhecer isso, e para, na condição de governador que hoje eu estou, procurar um diálogo institucional respeitoso, que eu sempre tive, com o presidente Lula, com a equipe do presidente Lula, tendo em vista que eu represento o interesse de um povo. Eu represento o interesse de quase 4 milhões de mato-grossenses que vivem aqui hoje”, disse.
“O resultado da eleição é que nem decisão judicial, a gente não discute, a gente cumpre. O resultado da eleição foi esse. Foi diferente do que eu esperava. Eu votei no Flávio e esperava que o Flávio fosse eleito, mas não foi, não foi”, acrescentou.
Questionado sobre a possibilidade de abrir espaço para integrantes do PT no primeiro escalão estadual, o governador afirmou que não tem restrições partidárias para a escolha de secretários. Segundo ele, os critérios serão a competência e a preparação dos indicados para cada função.
“O governo tem espaço para homens e mulheres competentes. Independente do partido. Competentes, cada um na sua área”, afirmou.
Pivetta acrescentou, ainda, que pretende manter a gestão voltada à eficiência e às demandas da sociedade.
“Não tenho veto a ninguém que seja preparado e competente, como não tenho também compromisso com nenhum partido de nomear secretário”, concluiu.





