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Líder da Fecomércio critica fim da escala 6×1: “Brasil está preguiçoso”

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Wenceslau Júnior disse que o País tem que “trabalhar mais” e citou “sumiço” da mão de obra

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, criticou o fim da escala 6×1 e afirmou que o Brasil está se tornando um “país preguiçoso”, ao defender que a população deveria trabalhar mais.

“Estamos ficando um Brasil preguiçoso, uma nação cada vez trabalhando menos, e nós precisamos trabalhar mais”

Em discurso em um evento da Fecomércio, na segunda-feira (16), Wenceslau afirmou que o País estaria caminhando para se tornar uma “nação que cada vez trabalha menos” e defendeu a necessidade de ampliar a dedicação ao trabalho como forma de desenvolvimento econômico.

Ele ainda demonstrou preocupação com a possibilidade de redução da jornada em meio ao que classifica como escassez de mão de obra em Mato Grosso. Ao citar exemplos, relatou dificuldades para preencher vagas em suas empresas, como operadores de caixa, motoristas, vendedores.

“Como vamos arrumar mais gente para contratar com 5 por 2? Não temos mão de obra”, disse. “É importante vocês da política levar esse recado nosso a Brasília, que não temos mão de obra”.

Segundo o dirigente, o modelo de jornada deve respeitar as particularidades de cada setor. Ele citou como exemplo suas próprias empresas no ramo de material de construção, onde há diferentes regimes de trabalho.

“Hoje, o sindicato blinda tanto o trabalhador, mas o trabalhador quer ir para a América, porque lá é livre o trabalho. Tenho familiares que trabalham lá, que trabalham 12, 14, 16 horas por dia, feliz da vida, porque o dinheiro está no bolso”, afirmou.

“Então, estamos ficando um Brasil preguiçoso, uma nação que cada vez trabalha menos. Precisamos trabalhar mais, porque o nosso País ainda é de terceiro mundo”, acrescentou.

O presidente também destacou o papel das Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs), lembrando que a Fecomércio-MT participa da assinatura de mais de 30 acordos no estado. Para ele, esses instrumentos já garantem a flexibilização necessária para atender às especificidades de cada atividade econômica.

“Tenho trabalhadores que praticam 2 por 5, como no administrativo e na logística de entrega, porque no sábado não fazemos entrega. Já o restante das empresas trabalha no 6 por 1”, completou.

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