quinta-feira, 8 outubro, 2026

Mato Grosso garante três lugares entre os melhores do Brasil no Prêmio IEL 2026

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Projetos do Senai MT, IFMT e UniSenai já estão entre os três primeiros colocados em suas categorias na etapa nacional

Mato Grosso já tem motivo para comemorar antes mesmo da cerimônia nacional do Prêmio IEL 2026. Três projetos que representam o estado na etapa nacional da premiação foram avaliados pela banca responsável pela seleção e já garantiram uma colocação entre os três primeiros lugares de suas respectivas categorias. Se serão campeões, vice-campeões ou terceiros colocados, só será conhecido no dia 2 de dezembro, em Curitiba, quando o resultado oficial será anunciado.

A conquista coloca Mato Grosso em evidência no cenário nacional e demonstra a força das iniciativas desenvolvidas no estado para aproximar educação, indústria, inovação e formação de talentos.

Nesta edição, o estado chegou à etapa nacional com representantes em três diferentes modalidades. O Senai Mato Grosso concorre na categoria Sistema S, modalidade Estágio Inovador. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) – Campus Octayde Jorge da Silva disputa na categoria IEL Estágio, modalidade Educação Inovadora – Ensino Superior. Já o UniSenai MT representa o estado na modalidade Empresa Inovadora com Convênio com Instituição de Ensino do Sistema S.

Para a coordenadora de Estágio do IEL MT, Ana Paula Marques, o resultado demonstra a qualidade das experiências construídas no estado e o papel do IEL como articulador entre instituições de ensino, empresas e profissionais.

“Esse resultado mostra que Mato Grosso tem desenvolvido experiências de estágio e formação alinhadas às necessidades do mercado e, principalmente, capazes de gerar inovação e transformação. O papel do IEL é justamente aproximar esses diferentes atores, criando oportunidades para que o conhecimento produzido nas instituições de ensino encontre espaço para ser aplicado e gerar resultados concretos.”

Inovação que nasce de um desafio real

Um dos exemplos que traduz a qualidade dos projetos mato-grossenses é o Mente Saudável MT, desenvolvido por Webert de Sá Alves Vasiluk, bolsista do Serviço Social da Indústria (Sesi MT), na modalidade Projeto Inovador da Categoria Inova Talentos. O projeto, que conquistou o primeiro lugar na regional, não subiu ao pódio dos três primeiros lugares da nacional, mas ocupou a quarta colocação entre mais de 1 mil projetos avaliados.

A iniciativa nasceu de uma necessidade cada vez mais presente no ambiente de trabalho: promover a saúde mental de forma estruturada, participativa e conectada à realidade das empresas. O projeto integra educação, inovação aberta e escuta ativa para trabalhar a promoção da saúde mental no ambiente industrial. A proposta combina uma trilha formativa, visitas e diálogos com públicos estratégicos e utiliza a inovação como ferramenta para transformar desafios em soluções práticas.

No Hackathon de Inovação, realizado a partir de desafios relacionados à saúde mental apresentados por empresas, durante 48 horas, equipes trabalharam no desenvolvimento de soluções voltadas aos riscos psicossociais e ao bem-estar dos trabalhadores.

Segundo Webert, o projeto foi estruturado em duas frentes: “O Mente Saudável Mato Grosso é dividido em duas partes. A primeira é uma trilha de conhecimentos on-line, disponibilizada pelo CS Digital, com uma formação voltada aos colaboradores da indústria e ao público em geral sobre saúde mental, autoconhecimento e aspectos relacionados à NR-01. A segunda é o hackathon, no qual empresas apresentaram desafios reais e, em 48 horas, os participantes desenvolveram soluções voltadas à saúde mental do colaborador da indústria.”

Formado em Contabilidade e mestre em Ciências e Tecnologia Ambiental, ele conta que encontrou na oportunidade oferecida pelo IEL uma possibilidade pouco comum para profissionais que já haviam concluído a graduação. “Eu estava na academia, tinha terminado o mestrado e estava fazendo pesquisa quando conheci o edital do IEL. É raro encontrar oportunidades para quem já concluiu a graduação e está na pós-graduação. O IEL possibilitou justamente essa conexão: levar um talento que estava na universidade para dentro do mercado e da indústria.”

A equipe realizou uma escuta específica com pessoas com deficiência (PCDs) para compreender desafios relacionados à carreira, ao mercado de trabalho e às oportunidades profissionais. De acordo com a assessora de Projetos Estratégicos do Sesi MT, Lorena Tomain, essa etapa surgiu justamente da percepção de que a inovação precisa considerar diferentes perfis e experiências.

“Antes de chegar ao hackathon, fizemos uma pesquisa para entender os principais desafios relacionados à saúde mental dos trabalhadores em Mato Grosso. Depois, cruzamos os dados quantitativos com uma escuta mais qualitativa para validar o que realmente fazia sentido para as pessoas e para as empresas. A partir daí, trouxemos as empresas âncoras para construir os desafios que seriam trabalhados.”

A experiência também abriu espaço para novas frentes de atuação.

“Durante o projeto, percebemos um perfil muito específico entre os participantes e entendemos que precisávamos ampliar essa escuta. Por isso, realizamos um workshop com pessoas com deficiência para compreender os desafios que elas encontram no mercado de trabalho, os cargos que ocupam e seus interesses de carreira. Essa primeira experiência já nos levou a pensar em uma segunda edição e em novos desafios”, explica Lorena.

Talento conectado à indústria

Para a equipe do Sesi-MT, a participação no Prêmio IEL também evidencia a importância da conexão entre talentos qualificados e os desafios reais da indústria.

A analista de projetos do Sesi MT, Hevelin Mattos, que participou da estruturação da iniciativa, destaca que a parceria com o IEL foi fundamental para encontrar um profissional com o perfil técnico necessário para atuar nos projetos de inovação.

“Nós procuramos o IEL para fazer a seleção de um bolsista na área de inovação e buscávamos um perfil bastante específico para a estruturação do nosso núcleo. O processo foi muito qualificado e conseguimos encontrar o Webert, que hoje está conosco há oito meses. A contribuição dele tem sido fundamental para o que estamos desenvolvendo.”

Segundo Hevelin, a experiência também mostrou o potencial da parceria entre o IEL e as empresas na busca por profissionais com conhecimentos específicos.

“Hoje percebemos que o serviço oferecido pelo IEL, por meio do programa de talentos, é fundamental para esse tipo de contratação qualificada e específica, principalmente no nosso caso, que envolve uma atuação bastante técnica e científica. A articulação com instituições de ensino e indústrias é fundamental para conectar conhecimento, talentos e demandas reais do mercado, transformando oportunidades de formação em soluções e resultados para o setor produtivo.”

O resultado dessa parceria já pode ser percebido na trajetória do projeto, que conquistou o primeiro lugar na etapa regional.

“Ficamos muito felizes com o resultado. Esperávamos ficar bem colocados, mas chegar entre os três primeiros no país foi uma surpresa muito positiva. Essa foi nossa primeira experiência com o IEL e tem sido muito importante. Pretendemos dar continuidade à parceria e aos projetos que estamos desenvolvendo”, afirma Hevelin.

 

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