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Professores da Rede Municipal de Educação participaram de um treinamento de primeiros socorros ministrado pelos profissionais do Corpo de Bombeiros

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Durante o treinamento ministrado pelo Corpo de Bombeiros, os professores receberam várias instruções e orientações com o objetivo de prestar um atendimento inicial eficiente, de acordo com os protocolos de emergência.

Outro ponto abordado foi a Lei Federal nº 13.722/2018, popularmente conhecida como Lei Lucas, que determina a importância da capacitação em noções básicas de primeiros socorros para funcionários de escolas, incluindo professores.

Em 2017, Lucas Begalli tinha apenas 10 anos quando perdeu a vida durante uma excursão da escola que frequentava, na cidade de Campinas (SP). Ele morreu por asfixia mecânica ao engasgar-se com um pedaço de salsicha de cachorro-quente.

A professora Liane Spielmann, que leciona há 16 anos na Escola Municipal Benjamin de Pádua, destacou que esse treinamento pode fazer a diferença no atendimento a uma criança. “As crianças passam boa parte do dia com os professores, inclusive se alimentam na escola, então acredito que esse treinamento é muito importante”, afirmou.

O Cabo e Socorrista do Corpo de Bombeiros, Emerson Rodrigo da Silva, explicou o conteúdo abordado. “Além de instruirmos sobre a Lei Lucas, passamos informações sobre as técnicas de análise primária para avaliação de situações de emergência e como atuar nas intercorrências e obstrução de vias aéreas”, explicou.

De acordo com uma publicação do Ministério da Saúde, em publicação realizada no site Gov.br, mais de 94% dos casos de asfixia por engasgo ocorrem em crianças menores de sete anos. Ainda segundo a publicação, um levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria indica que a aspiração de corpo estranho é observada principalmente em crianças do sexo masculino, na faixa etária de 1 a 3 anos. Mais de 50% das aspirações ocorrem em crianças menores de 4 anos.

Nesses casos, os sinais mais comuns que devem ser observados são tosse persistente, chiado no peito, falta de ar súbita, rouquidão e lábios e unhas arroxeadas.

Para o Comandante da 7ª CIBM, Major André Conca Neto, ao realizar este treinamento, mesmo que de forma indireta, o Corpo de Bombeiros está salvando vidas. “A partir deste momento em que os professores estão capacitados, tenho certeza de que isso terá um efeito. As pessoas se sentirão mais seguras e, mais do que isso, mesmo de forma indireta, estaremos salvando vidas”, justificou.

O Major destacou que, em uma situação de urgência e emergência, o tempo faz toda a diferença, e esse primeiro atendimento de dois ou três minutos é vital para o salvamento de uma vida.

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