(espn)
O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, deve ser chamado pela polícia brasileira para depor como testemunha na investigação da máfia de ingressos do Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, realizado em agosto.
O policial Ronaldo Oliveira declarou a investigação teve acesso a um e-mail em que o irlandês Patrick Hickey, principal suspeito de envolvimento no escandâlo da máfia de ingressos, solicita a Bach alguns ingressos da Olimpíada.
“Queremos questionar Thomas Bach como testemunha porque ele foi mencionado e procurado nos e-mails. Queremos esclarecer as incertezas”, disse Oliveira.
Hickey, que também é membro do COI e presidente do Comitê Olímpico da Irlanda, foi preso no Brasil durante a Olimpíada em decorrência das investigações. Ele tem grande trânsito com o presidente do Comitê Olímpico. Inclusive, estavam no mesmo hotel.
Bach não conseguiu assistir à cerimônia de abertura dos Jogos Paraolímpicos no Rio, na última quarta-feira, e disse que não tem planos de retornar ao Rio.
Sobre a convocação de Bach para depor como testemunha, o COI informou que está a disposição para cooperar com a polícia brasileira, mas negou que o dirigente tenha sido convocado como testemunha para depor no caso.
“Nem o COI nem o presidente do COI foram convocados por qualquer autoridade brasileira sobre um pedido de informação”, informaram em um comunicado, nesta sexta-feira.
“O COI sabe das notícias apenas por meio da imprensa.”