sexta-feira, 14 agosto, 2026

Fim da pré-campanha: candidatos podem pedir votos a partir de domingo

Date:

Propaganda eleitoral começa em 16 de agosto e libera campanha nas ruas e na internet; especialista explica o que muda e quais práticas continuam proibidas

A corrida eleitoral de 2026 entra oficialmente em uma nova fase neste fim de semana. Depois do encerramento, neste sábado (15), do prazo para que partidos, federações e coligações apresentem à Justiça Eleitoral os pedidos de registro de candidaturas, começa no domingo (16) a propaganda eleitoral. A partir da data, candidatos poderão pedir votos de forma explícita e ampliar as ações de campanha nas ruas e na internet.
O prazo para apresentação dos pedidos de registro termina às 19h deste sábado. Já no domingo, com o início oficial da propaganda, ficam autorizados atos típicos da disputa eleitoral, como comícios, caminhadas, carreatas e distribuição de material gráfico, desde que respeitadas as regras previstas na legislação.
Uma das principais mudanças está justamente na comunicação com o eleitor. Durante a pré-campanha, políticos puderam apresentar ideias, divulgar pré-candidaturas, participar de entrevistas e discutir projetos, mas o pedido explícito de voto permaneceu proibido. A partir de domingo, essa restrição deixa de existir e expressões diretas de solicitação de voto passam a integrar legalmente a campanha.
Segundo a advogada especialista em Direito Eleitoral Júlia Matos, a mudança de fase amplia as possibilidades de atuação dos candidatos, mas também exige atenção às normas.
“A partir de 16 de agosto, o candidato pode efetivamente assumir uma postura de campanha e pedir o voto do eleitor de forma explícita. Mas essa autorização não significa que tudo esteja liberado. Existem regras específicas para propaganda nas ruas, na internet, realização de eventos e utilização de recursos. É justamente quando a campanha começa que candidatos e equipes precisam redobrar os cuidados para que uma estratégia de comunicação não se transforme em uma irregularidade eleitoral”, explica.
Nas ruas, passam a ser permitidas diferentes formas de mobilização, como caminhadas, carreatas, passeatas, comícios e distribuição de material gráfico. A utilização de equipamentos de sonorização também é admitida dentro dos horários, locais e demais condições estabelecidas pela legislação eleitoral.
Algumas práticas, entretanto, continuam proibidas. Entre elas estão a utilização de outdoors para propaganda eleitoral, a distribuição de brindes como camisetas, chaveiros e outros produtos que possam proporcionar vantagem ao eleitor e a realização de showmícios para promover candidaturas.
A internet também deve ocupar espaço central na campanha de 2026. A partir de domingo, a propaganda eleitoral poderá ser realizada em sites de candidatos, partidos, federações e coligações, além de blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais, observadas as regras da Justiça Eleitoral.
O impulsionamento pago de conteúdo eleitoral também é permitido dentro das hipóteses previstas pela legislação. As campanhas, porém, precisam observar as exigências de identificação, contratação e transparência estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
Outro ponto de atenção neste ano é a utilização de inteligência artificial. As regras eleitorais estabelecem obrigações para o uso de conteúdo sintético e mantêm a proibição de deepfakes na propaganda eleitoral. O objetivo é impedir que recursos tecnológicos sejam empregados para manipular imagens, áudios ou vídeos capazes de comprometer a liberdade de escolha do eleitor e a integridade da disputa.
No rádio e na televisão, o calendário é diferente. Embora a campanha comece no dia 16, o horário eleitoral gratuito do primeiro turno será exibido somente entre 28 de agosto e 1º de outubro. As emissoras também precisam cumprir regras específicas durante o período eleitoral.
A legislação ainda impõe limites ao uso da estrutura pública em benefício de candidaturas e busca preservar a liberdade de escolha do eleitor também no ambiente profissional. Pressionar ou constranger trabalhadores para votar ou deixar de votar em determinada candidatura pode caracterizar assédio eleitoral e gerar responsabilização.
A proteção contra a violência política de gênero também integra as regras que cercam o processo eleitoral. Ataques, perseguições e constrangimentos contra candidatas em razão de serem mulheres podem configurar ilícitos e resultar em punições.
Para Júlia Matos, o eleitor também terá papel importante na fiscalização da campanha. “A legislação não protege apenas a igualdade entre os candidatos. Ela busca, sobretudo, garantir que o cidadão possa formar sua decisão e exercer o voto livre de manipulações, pressões ou abusos. Por isso, conhecer as regras também é uma ferramenta de fiscalização para o próprio eleitor”, ressalta.
O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 4 de outubro. Até lá, a disputa ganha oficialmente as ruas e as plataformas digitais. Se até sábado a palavra de ordem é cautela, a partir de domingo o pedido de voto está liberado — mas sempre dentro dos limites estabelecidos pela legislação eleitoral.

Compartilhe:

você vai gostar...
Relacionado

Sorriso terá representante na Etapa Nacional do Campeonato Brasileiro de Corrida de Rua

Isabelle Cristina de Almeida compete na prova da milha...

Campeã olímpica Jaqueline Silva participa de palestras em Sorriso

Ações antecipam a etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei...

TRANSFORMAÇÃO Professor Allan Kardec revoluciona ciência, tecnologia e educação profissional em Mato Grosso

O professor Allan Kardec (Podemos) é um dos responsáveis...

Leilão da Caixa tem 117 imóveis na região Centro-Oeste, com descontos de até 50% do valor de avaliação

Entre os destaques está um terreno em Campos Belos...
Feito com muito 💜 por go7.com.br