sábado, 12 setembro, 2026

Mauro ironiza nome do União Brasil ao falar de racha com Jayme: “ele não é unido”

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Ex-governador destaca que apoio a Pivetta foi decidido por 30 votos a 19 na convenção do partido

O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) afirmou nesta segunda-feira, 31 de agosto, que o senador Jayme Campos (União Brasil) “não é unanimidade” dentro do partido e minimizou o racha entre os dois na eleição deste ano. Em entrevista ao programa Notícia de Frente, da TV Vila Real, Mauro disse que o União Brasil decidiu, por votação interna, apoiar a candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição. Jayme perdeu a disputa interna por 30 votos a 19.

Questionado sobre as críticas feitas por Jayme e por uma ala do partido contra ele e Pivetta, Mauro afirmou que já havia informado ao senador, no ano passado, que apoiaria pessoalmente o atual governador.

“Essa conversa que eu tive com o Jaime no ano passado, eu deixei muito claro a ele que eu, Mauro Mendes, e eu tenho o direito de fazer isso, qualquer cidadão tem o direito de apoiar, votar em quem ele bem quiser. Eu disse ao Jaime que eu ia apoiar, eu, Mauro Mendes, ia apoiar o Otaviano Pivetta. E que o partido ia decidir”, afirmou.

Mauro disse que divergências fazem parte da rotina partidária e declarou que nem ele nem Jayme têm apoio unânime entre os integrantes do União Brasil.

“Gente, o partido é isso. Por isso que chama partido, Mauro, porque ele é partido. Ele não é unido. Embora o nosso se chama União Brasil, mas o partido tem várias linhas, várias formas de pensar, ele representa uma parte da sociedade. E o Jaime não é unanimidade dentro do partido, nem eu sou”, disse.

O ex-governador também afirmou que a definição sobre o apoio a Pivetta não foi apenas uma decisão pessoal.

“Então quem decidiu no voto não foi o Mauro Mendes. Ele perdeu por 30 a 19, eu fui apenas um voto desses 30. Então pronto, democracia, isso faz parte”, declarou.

Segundo Mauro, após a convenção partidária, a maioria dos prefeitos e integrantes do União Brasil passou a apoiar Pivetta.

“Os prefeitos do União Brasil todos estão apoiando o Pivetta agora nas eleições. A grande maioria absoluta do partido está apoiando o Pivetta, seguindo o resultado democrático das votações na convenção do partido. Isso chama-se democracia partidária”, afirmou.

Mauro encerrou dizendo que disputas internas são naturais e que o resultado definido pela maioria deve prevalecer.

“É normal que tenha divergência interna, e é absolutamente normal que você vai lá, vote, decida no voto. Quem ganhou segue em frente”, concluiu.

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