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Max Russi endurece sobre suspeita contra Elizeu: “Qualquer deputado que cometer desvio terá que pagar por isso”

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Presidente da Assembleia Legislativa não concorda que a Casa seja relacionada a casos como o de desvio de emendas supostamente cometido pelo deputado Elizeu Nascimento

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que qualquer parlamentar ou servidor que cometer desvio de dinheiro público deverá responder pelos atos. A declaração se refere à Operação Emenda Oculta, que mirou o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo), suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares.

“Quem cometer qualquer coisa e qualquer desvio, sendo deputado ou não, ele vai pagar por isso”, disse Max Russi.

Elizeu foi alvo de busca e apreensão no último dia 30, apontado pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) como envolvido no esquema de desvio de emendas. De acordo com as investigações, o parlamentar destinou mais de R$ 7,7 milhões ao Instituto Social Mato-grossense (ISMAT), que teria devolvido cerca de R$ 720 mil ao deputado. Durante o cumprimento do mandado, foram encontrados R$ 150 mil em espécie na casa do parlamentar.

O irmão de Elizeu, vereador Cezinha Nascimento (União), o assessor parlamentar da ALMT João Batista de Almeida e Silva, o Instituto Brasil Central, o empresário João Chiroli e a empresa Sem Limite Esporte e Eventos Ltda., bem como a presidente do ISMAT, Samara Regina Lucas Barbosa, também são investigados.

À imprensa, o presidente negou que o suposto envolvimento de Elizeu e do assessor João Batista possa manchar a imagem da Assembleia Legislativa.

Max Russi destacou que a ALMT está presente na resolução de problemas que afetam diretamente a população mato-grossense e afirmou que não concorda que o Poder Legislativo seja associado a casos como o investigado na operação.

“Nas pautas que são de interesse da população de Mato Grosso, a Assembleia tem se posicionado ao lado da população, tem feito o seu trabalho. Agora, se o presidente, se um secretário, se um deputado, se um servidor, se alguém fizer qualquer coisa ilícita, ele pague pelos seus atos. Jamais envolver o Poder Legislativo, jamais envolver a instituição Assembleia Legislativa”, afirmou.

Agora, o deputado Max Russi disse que vai acompanhar o caso e que confia nos órgãos de controle.

 

 

 

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