quarta-feira, 23 setembro, 2026

Operação Gorjeta: Justiça manda auditar emendas de sete vereadores de Cuiabá

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As investigações apontam que além de Chico 2000, o Ibrace também recebeu emendas dos vereadores Cezinha Nascimento, Kássio Coelho (Podemos), Lilo Pinheiro (PDT), Dr. Luiz Fernando, Wilson Kero Kero (PMDB) e Rodrigo Arruda e Sá (PSDB), que também serão alvos

O juiz Cássio Leite de Barros Neto, do Núcleo de Justiça do Juiz das Garantias de Cuiabá, determinou que seja feita uma auditoria para investigar emendas enviadas por sete vereadores de Cuiabá para o Instituto Brasil Central (Ibrace), alvo das investigações da Operação Gorjeta, que apura esquema de desvio de emendas, sendo a maioria delas repassadas pelo vereador Chico 2000, que foi afastado do cargo, assim como dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá.
As investigações apontam que além de Chico 2000, o Ibrace também recebeu emendas dos vereadores Cezinha Nascimento, Kássio Coelho (Podemos), Lilo Pinheiro (PDT), Dr. Luiz Fernando, Wilson Kero Kero (PMDB) e Rodrigo Arruda e Sá (PSDB), que também serão alvos da auditoria.

Leia mais: Instituto Ibrace foi cooptado para desvio de emendas; 66% foram destinadas por Chico 2000, aponta investigação

A auditoria deve ser feita pela Controladoria Geral do Município de Cuiabá, no prazo de 120 dias em todos os Termos de Fomento firmados entre IBRACE e Município de Cuiabá desde 2022.

emendas ibraceO relatório da investigação da Operação Gorjeta, apresentado pela Polícia Civil à Justiça, indica que o IBRACE foi cooptado para a prática de crimes contra a administração pública, por meio de desvio de emendas parlamentares.

Entre 22 de novembro de 2022 e 09 de abril de 2025 o IBRACE recebeu R$ 5.489.787,00 (cinco milhões, quatrocentos e oitenta e nove mil, setecentos e oitenta e sete reais) do município de Cuiabá. Desse montante, R$ 3.650.000,00 (três milhões, seiscentos e cinquenta mil reais) foram recebidos por intermédio de emendas parlamentares impositivas destinadas pelo vereador Chico 2000, o que representa 66% do montante recebido.

O caso

São investigados pelos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro o vereador Chico 2000; o empresário João Nery Chiroli; os servidores da Câmara Municipal de Cuiabá Rubens Vuolo Júnior, chefe de gabinete do vereador Chico 2000, e Joaci Conceição Silva, lotado no gabinete do vereador Mário Nadaf (PV); Alex Jones Silva, presidente do Instituto Brasil Central (IBRACE); e Magali Gauna Felismino Chiroli. Eles teriam lesado a Câmara Municipal de Cuiabá e a Prefeitura da Capital por meio de esquema de desvio de emendas parlamentares.

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