O vereador Ilde Taques (Podemos) acaba de ser eleito, na manhã desta terça-feira (6), para presidir a Câmara de Cuiabá no biênio 2027/2028. A chapa eleita será composta por Ilde Taques na presidência; Eduardo Magalhães (Republicanos) como primeiro vice-presidente; Maria Avalone (PSDB) como segundo vice-presidente; Adevair Cabral (Solidariedade) como primeiro-secretário; e Michelly Alencar (União) como segunda-secretária.
A eleição ocorre após meses de articulações marcadas pela tentativa de reeleição da atual presidente, Paula Calil (PL), pela participação do prefeito Abilio Brunini (PL) e pelo rompimento de parte da base governista com o grupo ligado ao Alencastro.
A disputa começou a ganhar força quando Paula Calil passou a articular sua permanência no comando da Casa. Para viabilizar a reeleição, o grupo da presidente trabalhou pela alteração do Regimento Interno e da Lei Orgânica do Município, mudanças que provocaram reação entre vereadores e chegaram a ser questionadas judicialmente.
Ilde, que havia participado da eleição de Paula para o primeiro biênio, afirmou que existia um entendimento para que ele comandasse a Câmara no segundo período. A tentativa de permanência da presidente, segundo o vereador, rompeu esse acordo e abriu espaço para a construção de uma candidatura alternativa.
Base se divide
A formação do grupo de Ilde chegou a reunir 15 vereadores, número superior aos 14 votos necessários para garantir a presidência. Abilio reagiu à articulação e passou a classificar o movimento como uma demonstração de força da oposição dentro do Legislativo.
Ilde, por outro lado, rejeitou a ideia de que sua candidatura representasse uma oposição ao prefeito. Durante as articulações, o vereador afirmou que sua proposta era construir uma Câmara baseada no diálogo e no consenso, independentemente do posicionamento político de cada parlamentar.
“Eu construí e, dentro dessa construção dessa chapa, dos apoios, eu sempre preguei o consenso. Quando você prega o consenso, você tem apoio de oposição, apoio de independentes e apoio da base”, afirmou Ilde.
O vereador também ressaltou que sempre manteve diálogo com parlamentares de oposição, inclusive quando fazia parte da base de Abilio. Para ele, a composição da Mesa não deveria ser utilizada para estabelecer uma divisão entre aliados e adversários do Executivo.



