Nesse dia 5 de maio, comemoramos o aniversário de Cândido Mariano da Silva Rondon, nosso Marechal Rondon. Nascido em 1865, há 161 anos, no Distrito de Mimoso, em Santo Antônio de Leverger, ele deixou um legado de dedicação ao país e à ciência.
Rondon foi o primeiro descente indígena a ocupar o mais alto posto do Exército Brasileiro. Além de militar exemplar, ele foi um homem da ciência que buscou o contato pacífico com os povos originários.
Rondon é muito conhecido por coordenar a Comissão Construtora de Linhas Telegráficas Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas, mas ele contribuiu também com cientistas, naturalistas e antropólogos por conta do respeito aos ecossistemas e seus povos no desenvolvimento dos seus mais diversos trabalhos.
E é esse respeito às diferenças que o faz ser lembrado como Patrono das Comunicações e da Proteção aos Indígenas e um dos poucos brasileiros a ser indicado a receber o Prêmio Nobel da Paz.
A história de Marechal Rondon parece mais um filme: órfão ainda criança, criado pelo tio, cresceu na vida pelo estudo e pela disciplina. Porém, o que realmente o diferencia é que ele veio dessas bandas do interior do Brasil e quem vive por aqui sabe que a geografia nem sempre foi gentil. Crescer em Mato Grosso há um tempo atrás era estar longe dos grandes centros. E foi justamente dessa “margem” que saiu o homem da integração nacional e que criou o embrião do que hoje é Funai, sendo o brasileiro mais universal que este chão já produziu.
Por isso, nesta data tão simbólica, ainda mais para alguém que também é de Santo Antônio de Leverger assim como ele, fica o exemplo de Rondon que pode ser resumido em uma única frase: “Morrer se for preciso, matar nunca”.
Allan Kardec Pinto Acosta Benitez é professor, servidor público, mestre e doutor pela UFMT, membro da Academia Mato-grossense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso.



