Após mulher de 38 anos ser morta pelo companheiro, Gabinete da Mulher reforça orientação para que vítimas procurem ajuda e solicitem medida protetiva
O feminicídio de uma mulher de 38 anos, registrado no sábado (22), em Nova Bandeirantes, no Norte de Mato Grosso, acendeu novamente o alerta sobre a importância de mulheres vítimas de violência doméstica procurarem ajuda antes que as agressões evoluam para situações mais graves.
A vítima foi morta e o principal suspeito, Elessandro Riguer Bispo, de 35 anos, continua foragido. A Polícia Civil mantém diligências para localizá-lo. Conforme as informações divulgadas pelas autoridades, a mulher não possuía medida protetiva contra o suspeito.
A vítima era responsável por uma criança de 7 anos e também cuidava do pai, com mais de 70 anos.
Diante do caso, o Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher de Mato Grosso reforçou a orientação para que mulheres não esperem a violência chegar ao extremo para buscar proteção.
A delegada e secretária do Gabinete da Mulher, Mariell Antonini, destaca que registrar a violência e solicitar uma medida protetiva nos primeiros sinais permite que a rede de proteção do Estado seja acionada.
“A mulher não está sozinha. É muito importante buscar ajuda do Estado nos primeiros sinais de violência. Temos instrumentos para proteger essa vítima e ajudá-la a romper o ciclo.”
Segundo a delegada, o isolamento pode aumentar a vulnerabilidade da vítima. Por isso, a orientação é procurar a Polícia Civil, registrar a ocorrência e solicitar uma medida protetiva quando houver situação de risco.
Medida protetiva pode ser solicitada
A medida protetiva é um dos mecanismos disponíveis para proteger mulheres em situação de violência doméstica. Conforme o caso, podem ser determinadas restrições ao agressor, como proibição de aproximação e contato com a vítima.
Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Para registrar uma denúncia ou buscar atendimento da Polícia Civil, o número é 197.
Mato Grosso possui atualmente 11 unidades especializadas no atendimento às mulheres, sendo nove Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher e duas unidades com atendimento 24 horas, em Cuiabá e Várzea Grande.
Outras 29 delegacias do Estado contam com núcleos especializados para atendimento às vítimas.
A Patrulha Maria da Penha está presente em 87 municípios e possui cobertura para os 142 municípios de Mato Grosso. Dependendo da situação, mulheres que possuem medidas protetivas também podem contar com mecanismos como o Botão do Pânico e o monitoramento eletrônico do agressor.
Apoio para romper o ciclo de violência
O Estado também oferece auxílio-moradia de R$ 600 mensais para mulheres em situação de violência doméstica que estejam em condição de vulnerabilidade.
O benefício busca auxiliar principalmente aquelas que enfrentam dependência financeira do agressor e precisam deixar o ambiente de violência para buscar um local seguro.
“Muitas mulheres permanecem em relações violentas porque dependem financeiramente do agressor. Esse auxílio é um suporte para que ela tenha condições de se afastar, buscar um lugar seguro e começar a reconstruir a própria vida”, explicou Mariell.
As informações sobre serviços, locais de atendimento e mecanismos de proteção disponíveis em Mato Grosso estão reunidas na plataforma Mulher MT.
Se você ou alguém próximo estiver em situação de violência, procure ajuda. Em caso de emergência, ligue 190. Para atendimento e denúncia à Polícia Civil, ligue 197.





