A brasileira Nicole Silveira encerrou a primeira metade do skeleton feminino nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano-Cortina 2026 na 12ª colocação. Nesta sexta-feira (13), a Rainha do Gelo somou 1min55s78 após as duas primeiras descidas e segue próxima do grupo do top-10.
Nicole Silveira abriu a competição com 57s93, sua melhor marca pessoal na pista italiana. Na segunda tentativa, mostrou evolução técnica e baixou para 57s85, registrando a 10ª melhor descida da bateria. A consistência nas linhas e na condução do trenó manteve a brasileira próxima do bloco intermediário, onde as diferenças são mínimas.
A referência imediata é a britânica Amelia Coltman, nona colocada com 1min55s59. A margem inferior a dois décimos mantém o cenário completamente aberto para as duas descidas finais deste sábado (14), quando serão definidas as medalhas pela soma total dos quatro tempos.
Briga acirrada na parte de cima
A liderança parcial é da austríaca Janine Flock, que soma 1min54s48. Logo atrás aparecem as alemãs Susanne Kreher (1min54s52) e Jacqueline Pfeifer (1min54s61), consolidando a força do país na modalidade.
Outro nome de destaque é o da belga Kim Meylemans, esposa de Nicole e atual campeã geral da Copa do Mundo 2025/2026. Kim ocupa a oitava posição com 1min55s32 e também está inserida em um bloco de diferenças apertadas, mantendo-se na disputa direta por medalha.
A atual campeã olímpica, a alemã Hannah Neise, aparece na quarta colocação (1min54s85), reforçando o equilíbrio na parte alta da tabela.
Evolução no ciclo olímpico
Nicole chegou a Milano-Cortina embalada por um ciclo consistente. Em 2025, foi quarta colocada no Campeonato Mundial e conquistou o título pan-americano. Nas últimas duas temporadas, subiu três vezes ao pódio em etapas de Copa do Mundo, incluindo um terceiro lugar em St. Moritz, na Suíça. Na classificação geral desta temporada, terminou em 10º lugar.
Em Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022, Nicole foi 13ª colocada, resultado que permanece como o melhor do Brasil em esportes de gelo na história olímpica. Agora, ela já começa melhor posicionada do que na edição anterior e mantém viva a possibilidade de alcançar uma colocação ainda mais expressiva.



