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CBAt lamenta uso da pista do Ibirapuera para prova de automobilismo na categoria drift

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A Confederação recebeu perplexa e com indignação o anúncio, em redes sociais, de que o Estádio Ícaro de Castro Mello vai receber o evento automobilístico e teme pela estrutura do local construída para o atletismo

Bragança Paulista – A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) comunicou sua indignação com o uso da pista de atletismo do Estádio Ícaro de Castro Melo para a realização, em março, de um evento automobilístico na categoria drift. O Ibirapuera é considerado o templo do atletismo paulista, palco de grandes competições nacionais e internacionais com a presença de campeões olímpicos e mundiais e a expectativa da comunidade atlética sempre foi ver o espaço reformado. São Paulo – ao contrário das grandes cidades do mundo – quase não tem opções de pistas para sediar grandes eventos internacionais.

“A CBAt recebeu com perplexidade a notícia, veiculada pelas redes sociais, e lamenta profundamente a utilização da ‘pista’ de atletismo do Estádio Ícaro de Castro Mello, o Ibirapuera, localizado no Complexo Esportivo Constâncio Vaz Guimarães, para a realização de etapa da Ultimate Drift, anunciada para 9 e 10 março”, diz a nota oficial da CBAt. “Há o temor pelo comprometimento também da estrutura da pista, além da deterioração da borracha”, acrescenta a nota oficial. O piso do estádio não foi projetado e construído para receber provas de automobilismo.

“Não existe prova de automobilismo em pista de atletismo. É inaceitável. Nada contra o drift ou o automobilismo, mas provas de automobilismo são realizadas em autódromos”, observa Wlamir Motta Campos, presidente do Conselho de Administração da CBAt.

Imagens gravadas por pessoas que estiveram no local mostram máquinas arrancando o piso de borracha da pista que, de fato, precisa ser refeito. Mas não há garantias – pelo menos apresentadas a sociedade – de que esse tipo de competição de carros não cause danos também a estrutura feita para receber pessoas e não carros.

Assim que tomou conhecimento do fato, na sexta-feira (9/2), Wlamir Motta Campos fez contato com a Secretaria de Estado de Esportes de São Paulo e foi informado que arrancar a borracha vai facilitar uma futura reforma e a decisão está baseada numa consulta feita a um engenheiro de que o uso da estrutura por carros é possível.

“Confesso que temos uma preocupação enorme, pela estrutura, e principalmente pelo histórico. Quando mudamos a função da pista isso acaba por distanciar o propósito”, afirma Wlamir. Cita como exemplo a pista do Célio de Barros, ao lado Maracanã, no Rio de Janeiro, que foi usada como apoio ao Estádio do Maracanã com a promessa de ser reformada em seguida, o que jamais ocorreu.

O Ibirapuera já recebeu competições com a presença de ícones como o campeão olímpico Joaquim Cruz, que também se manifestou por meio de seu instagram, de atletas que competiram – e treinaram no local por anos – como a campeã olímpica do salto em distância Maurren Higga Maggi (Pequim-2008) e a campeã mundial do salto com vara Fabiana Murer, também bicampeã da Diamond League, circuito de competições da World Athletics que roda pelo mundo.

“Falo não apenas como presidente da CBAt, eleita em 2022 como a melhor confederação de atletismo do mundo, mas como um amante do atletismo. O Ibirapuera viveu dias de glória. João do Pulo brilhou no Ibirapuera, Joaquim Cruz também, realizamos os maiores meetings internacionais de atletismo no Ibirapuera”, acrescenta Wlamir.

São Paulo não tem pistas para a realização de GPs internacionais e Troféu Brasil. O próprio Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), na Vila Clementino, precisa de reformas urgentes nos corredores de saltos – já existem tratativas com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer – para que eventos internacionais sejam realizados no local num ano que é olímpico. O recém-inaugurado CERET tem campo de grama sintética e não pode ser usado para provas de campo. Há a expectativa da conclusão do Mário Covas, mas não para este ciclo olímpico. 

NOTA OFICIAL

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) recebeu com perplexidade a notícia, veiculada pelas redes sociais, e lamenta profundamente a utilização da “pista” de atletismo do Estádio Ícaro de Castro Melo, o Ibirapuera, localizado no Complexo Esportivo Constâncio Vaz Guimarães, para a realização de etapa da Ultimate Drift, prova em que os carros deslizam nas curvas e andam de lado, em 9 e 10 março.

A CBAt vem a público para informar sua imensa indignação por ver o templo do atletismo paulista, que recebeu competições internacionais importantíssimas, com a presença de campeões olímpicos e mundiais do Brasil e do mundo, e foi a casa de treinamento de campeões mundiais e olímpicos, deteriorada e, talvez, destruída. Há o temor pelo comprometimento também da estrutura da pista, além da deterioração da borracha.

Reforçamos a defesa pela restauração da pista e a modernização do Ibirapuera que poderá receber edições de Grand Prix e Troféu Brasil, entrando na rota das grandes competições nacionais e internacionais.”

Confederação Brasileira de Atletismo

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