Investigações apontam que crime foi cometido por ex-marido de mulher com quem o ex-jogador de vôlei se relacionava em Cuiabá
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o assassinato do ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Everton Pereira Fagundes da Conceição, o “Boi”, morto a tiros em julho deste ano, em Cuiabá. O suspeito, Idirlei Alves Pacheco, de 40 anos, foi indiciado por homicídio qualificado e segue preso preventivamente.
Campeão mundial com a Seleção Brasileira de vôlei, Everton “Boi” é assassinado a tiros em Cuiabá
De acordo com as investigações, o crime foi motivado por ciúmes. Everton havia iniciado um relacionamento com a ex-mulher do acusado, que não aceitava o fim do casamento e já havia sido alvo de medidas protetivas solicitadas pela ex-companheira.
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Everton “Boi” em atuação pelo NEC, time de voleibol do Japão — Foto: Reprodução Redes Sociais
Segundo a polícia, no dia do crime, Idirlei pediu ajuda ao ex-atleta para guardar um carro, alegando que o veículo poderia ser alvo de busca e apreensão. Durante o trajeto, Everton foi rendido e obrigado a seguir até colidir com outro veículo. Nesse momento, o suspeito efetuou três disparos e fugiu.
Preso dias depois, o acusado confessou o assassinato, mas negou a motivação passional, alegando supostas extorsões por parte da vítima — versão descartada pelos investigadores.
Um campeão das quadras
Natural de Várzea Grande (MT), Everton “Boi” fez história no vôlei brasileiro. O oposto foi campeão mundial infanto-juvenil, campeão sul-americano juvenil e campeão da Liga Nacional. Defendeu a seleção brasileira nas categorias de base e ficou marcado pela potência no ataque e pela presença de liderança em quadra.
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Everton “Boi” foi campeão mundial pela Seleção Brasileira Sub-19 — Foto: Reprodução Redes Sociais
Com passagens por clubes importantes do Brasil, Boi construiu uma carreira respeitada e admirada. Amigos e ex-companheiros destacam que, fora das quadras, ele mantinha a mesma energia contagiante que o tornou querido no meio esportivo.
O inquérito já foi encaminhado ao Poder Judiciário e aguarda análise do Ministério Público para possível denúncia formal contra o acusado.




