terça-feira, 20 janeiro, 2026
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Maior produtor de soja do país, Mato Grosso tem situação crítica para início do plantio

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Em Mato Grosso, Estado que lidera a produção nacional de soja, o início do plantio da safra 2025/26, que começará em algumas regiões a partir deste domingo (7/9), enfrenta a primeira preocupação com o clima.

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Segundo levantamento da EarthDaily, empresa especializada no monitoramento de áreas agrícolas com uso de dados de satélite, a umidade do solo encontra-se no nível mais baixo dos últimos 30 anos, com tendência de nova redução nas próximas duas semanas. De acordo com a empresa, o cenário de estiagem deve persistir até o dia 17 de setembro.

“O calor agrava o cenário: temperaturas acima de 40°C elevam a evapotranspiração, intensificando a perda de umidade. Esse quadro pode levar muitos produtores a postergar o início da semeadura, mesmo após o término do vazio sanitário em 6 de setembro”, disse a EarthDaily, em nota.

Segundo projeções mais recentes do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o Estado deverá cultivar 13,08 milhões de hectares para a nova temporada, crescimento de 1,67% em relação ao ciclo 2024/25. Nesta semana, o Imea já havia alertado sobre as condições adversas para a safra em Mato Grosso.

Ao comentar a situação de clima para as demais regiões produtoras de soja, a EarthDaily disse que em boa parte de Goiás e do Sul do país, a umidade do solo é satisfatória, favorecendo o início da semeadura.

“Nessas regiões, os produtores podem iniciar o plantio com maior segurança, aproveitando as condições hídricas adequadas para garantir melhor germinação e estabelecimento das lavouras”.

No Paraná, a situação é mais heterogênea. No Norte Pioneiro, onde o plantio já está autorizado, a umidade do solo permanece abaixo da média e pode atingir o menor nível dos últimos 10 anos nas próximas semanas, o que pode levar produtores a adiar tanto a semeadura da soja quanto a do milho de verão.

Embora a semeadura da soja esteja autorizada a partir da próxima semana em algumas regiões, a persistência do déficit hídrico no solo pode resultar em atraso no início dos trabalhos de campo, já que muitos produtores tendem a aguardar condições mais favoráveis de umidade para garantir uma germinação uniforme”, disse, na nota, Felippe Reis, analista de cultura da EarthDaily.

Por fim, a empresa lembra que as previsões indicam manutenção do tempo seco na maior parte do país, com exceção do Sul, especialmente do Rio Grande do Sul, e de áreas do Nordeste, onde há expectativa de chuvas.

No caso de Mato Grosso, enquanto o modelo americano GFS sinaliza a possibilidade de precipitações ao final da primeira quinzena de setembro, o modelo europeu ECMWF mantém a projeção de estiagem.

Além disso, os modelos de clima europeu e americano indicam temperaturas acima da média para grande parte do Centro-Oeste, Sudeste e Paraná, condição que deve elevar a evapotranspiração e reduzir ainda mais a umidade do solo nas regiões já afetadas pela seca.

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