sábado, 7 novembro, 2026

Porta de entrada das grandes competições nacionais, Superliga C tem jogos nas cinco regiões do Brasil

Date:

Competição organizada pela CBV reúne clubes tradicionais, novos projetos e classifica seis equipes de cada gênero para a Superliga B

A porta de entrada, o primeiro degrau das grandes competições nacionais. Um torneio plural, inclusivo, abrangente. Começa nesta terça-feira (1/10) a sétima edição da Superliga C, organizada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Com jogos de Norte a Sul do país, reúne 63 equipes (28 femininas e 35 masculinas) de 18 estados e mais de 1200 atletas. Uma disputa do tamanho da paixão do Brasil pelo voleibol.

“A Superliga C mostra a dimensão do voleibol no Brasil. Nesta temporada, cada uma das cinco regiões do país classifica ao menos um representante para a Superliga B. Em parceria com as Federações estaduais, a CBV trabalha para que o voleibol cresça, se popularize e se desenvolva por todo o Brasil. E a Superliga C tem papel fundamental nesse projeto. Esse ano, por exemplo, temos o retorno de equipes da região Norte e de clubes tradicionais, como a Sogipa, do Rio Grande do Sul. É uma oportunidade para o desenvolvimento de novos talentos e para que torcedores de todas as regiões do Brasil possam acompanhar as partidas e se identificar com a cultura esportiva, que vai muito além das competições”, explica Radamés Lattari, presidente da CBV.

Cada uma das cinco regiões terá sua disputa própria, que garante o campeão para a Superliga B de 2025. Como novidade da temporada, o sexto classificado de cada gênero será definido em uma seletiva, no fim de outubro, entre os segundos colocados de cada região. Na disputa da Superliga C feminina pelo segundo ano consecutivo, o Ceará é uma das 21 equipes de Norte e Nordeste que participam da competição.

“O voleibol nordestino tem muito potencial e está em processo de desenvolvimento. Vamos mostrar que podemos contribuir para o esporte tanto quanto o Sul e o Sudeste. A Superliga C é uma competição empolgante, um verdadeiro teste técnico e de gestão. O formato é interessante, especialmente por conta da regionalização da disputa. E tem um modelo que facilita a participação de um número maior de equipes. Estamos entusiasmados com nossa preparação, temos um time equilibrado e almejamos alcançar a elite do voleibol nacional”, diz Rafael Dantas, do Ceará (CE).

Campeão olímpico em Atenas 2004, Rodrigão é técnico do Esporte Clube Praia Grande (SP), time veterano que disputa a Superliga C pela sexta vez. “É o nosso principal campeonato neste ano. Uma competição difícil, de alto nível técnico, que movimenta todas as regiões do país e enriquece o desenvolvimento do voleibol brasileiro. Em 2024 a CBV traz essa novidade de uma vaga definida em repescagem, com os segundos colocados de cada sede. Isso ajuda a dar mais oportunidades aos clubes, tornando o campeonato mais competitivo. Estamos no caminho certo”, avalia Rodrigão.

A Superliga C também é oportunidade para jovens talentos. O regulamento exige que todos os participantes tenham ao menos dois atletas sub-23 e dois sub-21 inscritos e aptos a jogar. “Temos um elenco jovem, que vem junto desde a base. O objetivo é lapidar esses talentos e levá-los a um patamar maior, no nosso estado e no Nordeste. A Superliga C é importante nesse trabalho. É uma oportunidade para talentos de todo o país. A competição cresce a cada ano, traz uma conectividade com todas as regiões, para que o voleibol se desenvolva ainda mais”, comemora Vini Santana, técnico e presidente do Team Vini Vôlei (SE), que estreou na Superliga C masculina em 2023.

No Sul, a Superliga C marca o retorno da Sogipa ao cenário nacional após nove anos – a equipe feminina foi vice-campeã da Superliga B em 2015. “Com nosso retorno às competições nacionais, como a Superliga C, buscamos a exposição de nossa marca, de nossos resultados. E o intercâmbio com outras equipes, que também é muito positivo. A competição tem um formato excelente, que foca na expansão do mercado esportivo, dando oportunidade para que todas as regiões brasileiras tenham acesso às divisões seguintes. É uma experiência de democratização, que com a chancela da CBV, eleva o nível da competição”, diz Marco Doval, vice-presidente de esportes da Sogipa.

Em Santa Catarina, o Pinhalense/Zagonel (SC) vai para sua segunda participação na competição. E é um dos exemplos de que a Superliga C pode levar o vôlei além do viés esportivo. “É o terceiro ano do projeto e o segundo da equipe adulta na Superliga C. Em 2023 fomos uma das sedes da competição feminina, o que deu muita visibilidade ao projeto, que hoje atende 300 crianças. Estamos no oeste catarinense, uma região que ama o voleibol. Estamos mais fortalecidos com a experiência da temporada anterior. Participar da Superliga C mostrou o quanto o voleibol nacional vem crescendo e é uma satisfação imensa fazer parte disso”, conta Lucas Tomazi, supervisor da equipe.

Superliga C Feminina

Sede Região Norte – Macapá (AP) – 1 a 5 de outubro

Equipes: Ace Centro de Des. Esportivo (AP), Ferroviário A. C. (RO), MM RB/Liga Acreana (AC) e Tuna Luso/Maple (PA)

Sede Região Nordeste – Fortaleza (CE) – 7 a 9 de outubro

Equipes: CC3 Sport Club (CE), Ceará (CE), CRB (AL) e Sampaio/NVI (MA)

Sede Região Centro-Oeste – Campo Grande (MS) – 8 a 12 de outubro

Equipes: Ace Open Sports (GO), ASCADE (DF), Ass. Campo Grande Vôlei (MS), Brasiliense Vôlei (DF), Lona Voleibol (GO), Mais Vôlei Brasília (DF), Prevermed Vôlei (DF), Real Brasiliense (DF) e Vila Nova Universo (GO)

Sede Região Sudeste – Rio de Janeiro (RJ) – 8 a 12 de outubro

Equipes: Clube Paineiras do Morumby (SP), Flamengo (RJ), Realizar Santos Fupes (SP), Vôlei Louveira (SP) e Vôlei Nova Geração Pouso Alegre (MG)

Sede Região Sul – Pato Branco (PR) – 9 a 13 de outubro

Equipes: Juventus Teutônia (RS), Londrina Vôlei (PR), Martin Luther/Marechal Vôlei (PR), Pato Vôlei (PR), Pinhalense/Zagonel (SC) e Prefeitura de Foz do Iguaçu/SMEL (PR)

Superliga C Masculina

Sede Região Sul – Chapecó (SC) – 1 a 3 de outubro

Equipes: Aprov/Chapecó/Unoesc (SC), AVP/Semel/Idescomplica – Piçarras (SC) e Sogipa (RS)

Sede Região Nordeste – São Luís (MA) – 1 a 5 de outubro 2024

Equipes: ATLEF/CTE Futuro (MA), Cavalo de Aço/AABB (MA), Clube de Regatas Brasil (AL), Graça Brito/BE Brave (MA), Moto Club/CDB (MA), Norde Vôlei (CE), Sampaio Correa (MA) e Team Vini Vôlei (SE)

Sede Região Norte – Belém (PA) – 1 a 5 de outubro

Equipes: Apade Vôlei (PA), Remo/Katsu (PA), MM Acre (AC), Porto Velho Miners Sports (RO) e Tuna Luso Brasileira (PA)

Sede Região Sudeste – Timóteo (MG) – 8 a 12 de outubro

Equipes: ACVP/Capixaba Vôlei Clube (ES), Araguari EVA(MG), Arizona Vôlei (MG), E. Clube Praia Grande (SP), Emalto AEC Vôlei (MG), Fluminense (RJ), Fundesport/Araraquara (SP), Itabirito Pro Esporte (MG), Praia Clube – Uberlândia Vôlei (MG), Prefeitura de Itapagipe (MG), São Sebastião/ Inst. OBI (SP) e Vôlei Unifafibe – Bebedouro Clube (SP)

Sede Região Centro-Oeste – Brasília (DF) – 8 a 12 de outubro

Equipes: Brasiliense Vôlei (DF), Mais Vôlei Brasília (DF), Prevermed Vôlei (DF), Real Brasiliense (DF) e Vôlei Mais Itumbiara (GO)

Compartilhe:

você vai gostar...
Relacionado

Cipem e Fiemt promovem encontros sobre exportação para empresários do setor florestal em Juara e Juína

Evento “Descomplicando a Exportação” será realizado nos dias 9...

Atleta de Alta Floresta busca apoio para disputar Campeonato Brasileiro de Atletismo Paralímpico

Diemerson Souza Penha conquistou índice nas provas de lançamento...

Cuiabá recebe 26ª Corrida Homens do Mato nos dias 21 e 22 de novembro

Evento promovido pela Polícia Militar de Mato Grosso terá...

Cuiabano Livas Damázio leva o Brasil à semi do Mundial de 16 anos

Livas Damázio, de Cuiabá (MT), que treina na Rede...
Feito com muito 💜 por go7.com.br