O esporte brasileiro se despede de um de seus maiores ícones, o maior pontuador da história das Olimpíadas e herói do Pan de 1987
O basquete mundial perdeu nesta sexta-feira (17) sua maior referência de precisão e paixão. Oscar Schmidt, o eterno “Mão Santa”, faleceu em São Paulo aos 68 anos. O ex-atleta estava internado no Hospital Municipal Santa Ana após apresentar um mal-estar súbito, vindo de um período de recuperação de uma cirurgia realizada entre o final de 2025 e o início de 2026.
O Senhor dos Recordes e o Herói de 1987
Oscar foi uma máquina de precisão. Durante décadas, ostentou o título de maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos. Nas Olimpíadas, sua soberania permanece intocada, sendo o maior pontuador da história dos Jogos (1.093 pontos). Além disso, detém o recorde de mais pontos em uma única partida olímpica (55 contra a Espanha, em 1988).
Seu nome tornou-se imortal para os brasileiros em1987, em Indianápolis. Sob sua liderança, o Brasil derrubou a invencibilidade dos Estados Unidos em sua própria casa, conquistando o ouro no Pan-Americano.
O sacrifício em nome da Amarelinha
A relação de Oscar com a NBA é uma das histórias mais singulares do esporte. Draftado pelo New Jersey Nets em 1984, ele tomou uma decisão impensável ao recusar a liga americana. Na época, jogar na NBA o impediria de defender a Seleção Brasileira devido às regras da FIBA.
O Senhor dos Recordes e o Herói de 1987
Oscar foi uma máquina de precisão. Durante décadas, ostentou o título de maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos. Nas Olimpíadas, sua soberania permanece intocada, sendo o maior pontuador da história dos Jogos (1.093 pontos). Além disso, detém o recorde de mais pontos em uma única partida olímpica (55 contra a Espanha, em 1988).
Seu nome tornou-se imortal para os brasileiros em1987, em Indianápolis. Sob sua liderança, o Brasil derrubou a invencibilidade dos Estados Unidos em sua própria casa, conquistando o ouro no Pan-Americano.
O sacrifício em nome da Amarelinha
A relação de Oscar com a NBA é uma das histórias mais singulares do esporte. Draftado pelo New Jersey Nets em 1984, ele tomou uma decisão impensável ao recusar a liga americana. Na época, jogar na NBA o impediria de defender a Seleção Brasileira devido às regras da FIBA.

Entretanto, o reconhecimento atravessou fronteiras. Em 2013, foi induzido ao Hall da Fama do Basquete nos EUA, sendo apresentado por Larry Bird e aplaudido por Michael Jordan. Em 2017, aos 59 anos, teve sua “estreia” simbólica no All-Star Weekend. Lá, em uma breve aparição no Jogo das Celebridades, converteu todos os seus arremessos.
O legado
Além das quadras, Oscar brilhou na Itália e na Espanha, tendo sua camisa aposentada por clubes como o Caserta e o Flamengo. Fora do esporte, lutou bravamente contra um tumor cerebral diagnosticado em 2011, transformando-se em um palestrante motivacional que ensinou o Brasil a nunca desistir diante das adversidades.
Oscar Schmidt deixa a esposa, Maria Cristina, e os filhos Filipe e Stephanie. O basquete brasileiro encerra um capítulo de ouro, mas a trajetória do homem que preferiu ser herói de seu povo a ser estrela na América será contada enquanto houver uma bola laranja subindo ao cesto.



