quarta-feira, 24 junho, 2026

Botelho crê em renovação baixa na AL: “Apenas 2 ou 3 devem perder”

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O deputado estadual Eduardo Botelho (União) afirmou que a próxima eleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deverá ter um índice baixo de renovação.

Dos 24 deputados estaduais, apenas a deputada Janaina Riva (MDB) não deve tentar a reeleição, já que pretende disputar uma vaga ao Senado Federal. Com isso, 23 parlamentares devem concorrer novamente ao cargo.

“Creio que deva ter três ou quatro no máximo que vão perder a eleição por escolha partidária, porque os deputados estão muito bem posicionados”, afirmou à imprensa nesta segunda-feira (2). 

Para o parlamentar, o desempenho dos atuais deputados nas bases eleitorais reforça a expectativa de um cenário favorável à reeleição.

“Hoje, se você prestar atenção, inclusive nas pesquisas, é que os deputados têm votos. Então, eu acho que a renovação vai ser bem baixa mesmo”, disse.

A projeção feita por Botelho vai ao encontro do histórico recente das eleições para a ALMT. No pleito de 2022, a Assembleia registrou a menor renovação dos últimos anos, com a reeleição de 18 dos 24 deputados. Na ocasião, 22 parlamentares tentaram permanecer no cargo, o que resultou em um índice de sucesso de 82% voltando para o cargo.

O número foi diferente de 2018, quando mais de 50% dos candidatos à reeleição foram derrotados, e 13 novos deputados ingressaram na Casa. Em 2014, a renovação foi de 45%, com a eleição de 11 novos nomes.

Ano eleitoral

Ao comentar sobre o ambiente político em 2026, Botelho classificou o ano eleitoral como atípico e mais curto em termos de debates legislativos. 

“É um ano atípico, um ano mais curto. Os embates mesmo vão ocorrer até o meio de julho. Daí para frente fica morna, acaba e cada um vai cuidar da sua eleição”, explicou.

“É um período que deve ter muita atenção e com certeza vai ter muitos embates aqui”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de permanecer na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), Botelho disse que espera continuar no colegiado, mas ponderou que a definição ainda depende de diálogo com os demais parlamentares.

“Não, vamos discutir isso. Eu espero que sim. É normal que fique dois anos, então eu espero que seja confirmado, mas ainda depende de uma discussão com os deputados”.

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