segunda-feira, 19 outubro, 2026

Comerciante responsável por envenenar achocolato e causar morte de criança deixa cadeia

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(OD)

Preso há pouco mais de um mês, o comerciante Adônis José Negri, 61, acusado de envenenar a bebida achocolatada que matou o menino Rhayron Christian, de 2 anos, foi liberado nesta quinta-feira (6), do Centro de Custódia da Capital (CCC). Por riscos á sua integridade física ele havia sido transferido do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) no dia 20 setembro.
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Por risco, idoso que envenenou achocolatado e causou morte de criança é transferido para o CCC
A decisão é do juiz da 14ª Vara Criminal, Jurandir Florêncio Castilho Júnior, que considerou que o criminoso não preenche aos requisitos exigidos para a manutenção da prisão preventiva, instituída para assegurar a aplicação da lei penal como previsto no artigo 312 do código penal.
Ao Olhar Direto, a advogada da família da criança, Nadeska Camon, contou que a mãe de Rhayron, Dani Dani Cristina Perpetua da Silva está revoltada com a soltura e chegou a ir ao Fórum da Capital para falar sobre a situação. Lá, o juiz teria ressaltado a falta de elementos legais para que o Adonis continue preso.

O crime foi motivado por uma vingança contra Deuel Soares, 27, que frequentemente roubava a casa de Adônis. Assim, o idoso inseriu veneno nos recipientes da bebida depois de perceber que o ladrão tinha uma predileção por ela. Após realizar o furto das caixas, no entanto, o assaltante revendeu o material para o pai criança, que ofertou a bebida à ela sem saber o que se passava.
Os laudos da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec), mostraram que ele usou uma agulha para injetar a substância Carbofurano no achocolatado consumidas por Rhayron. Além do menino, que morreu duas horas após ingerir o alimento, um amigo da família identificado como Alan José, de 31 anos, também foi internado após o consumo. O acusado aproveitou as dobraduras da caixa para que o furo não fosse percebido. 
O laudo toxicológico da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também reveou  que o veneno tem o mesmo princípio ativo encontrado em pesticidas utilizados para controle de pragas em lavouras, e comumente aplicado como veneno de rato. De acordo com o perito responsável pelas análises, Diego Viana Andrade, para injetar a substância nas cinco caixas de bebida o idoso teria usado uma seringa, ou instrumento do tipo.  
O Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) é uma unidade prisional que abriga menos de 30 detentos, dentre eles o ex-governador Silval Barbosa, que desde 17 de setembro de 2015 está encarcerado acusado de corrupção. 

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