sábado, 2 maio, 2026
24.9 C
Alta Floresta

TJ de MT nega desbloqueio de R$ 38,2 milhões em bens de ministro de Temer

Date:

(olhardireto)

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Luiz Carlos da Costa, foi destaque na imprensa nacional desta quarta-feira (21) ao negar pedido de desbloqueio de bens do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Os bens são valorados em R$ 38,2 milhões (incluindo contas bancárias e suas propriedades), além do embargo à Fazenda Cachoeira. Somente nesta propriedade, segundo o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), foram detectados 735,10 hectares de desmatamento, cometidos entre os anos de 1998 e 2015. Enquanto isso, as atividades econômicas do ministro de Michel Temer (PMDB) naquela área estão suspensas. Ainda cabe recurso.
Leia mais:
Sem julgamento, desembargadora devolve pedido de liberdade de empresário Alan Malouf

Veja abaixo a reportagem de Pablo Rodrigo, da Folha de São Paulo, na íntegra:
O desembargador Luiz Carlos da Costa, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, negou o pedido do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e manteve o bloqueio de bens no valor de R$ 38,2 milhões (incluindo contas bancárias e propriedades) e também o embargo à Fazenda Cachoeira, onde foram detectados 735 hectares de desmatamento entre os anos de 1998 e 2015, segundo o Ministério Público Estadual.
As atividades econômicas na área também estão suspensas. Cabe recurso.
Uma operação policial com a Promotoria no início deste mês encontrou pelo menos 1.900 cabeças de gado durante os mandados de busca e apreensão em quatro fazendas do ministro e seus demais sócios. Padilha e seis sócios são alvos de duas ações de bloqueio de R$ 108 milhões em bens por degradação ambiental.
“A indisponibilidade de bens é medida necessária para garantir o resultado útil da demanda, com a finalidade de se proporcionar os meios necessários à reparação e proteção efetiva, não meramente simbólica, do meio ambiente”, diz trecho da decisão proferida nesta segunda-feira (19).
A decisão afirma ainda que as multas que o ministro e seus sócios tiveram por danos ambientais não foram suficientes para impedir o desmatamento na região. “As sanções pecuniárias, aparentemente, foram ineficazes”.
De acordo com o desembargador, a gravidade das medidas impostas é diretamente proporcional à magnitude dos danos causados ao meio ambiente. “É elementar que, para o imediato começo da recuperação do meio ambiente, é imprescindível a paralisação das atividades causadoras dos danos, caso contrário, recuperá-lo no futuro, exigirá maiores sacrifícios”, destaca o desembargador.
A defesa do ministro Padilha e de seus sócios (Marcos Antônio Assi Tozzatti, Maria Eliane Aymone Padilha e Rubi Assessoria e Participações Ltda) argumenta que o bloqueio de bens estaria impedindo-os de honrar os seu compromissos. ⁠⁠⁠”A decisão se consubstancia em confisco”, diz a defesa, a repercutir “[…] na atividade econômica e na vida dos Agravantes e de todas as pessoas que deles dependem, como família, empregados e fornecedores, se apresentam nefastas e com evidente efeitos deletérios […]” que “[…] não tardará para impor-lhes a insolvência civil, que, por estarem impedidos de usarem suas economias, não conseguirão honrar seus compromissos nos modos e tempos devidos”.
O desembargador afirma, porém, que a análise da indisponibilidade de bens pode ter recaído aos salários dos proprietários, mas a questão só será analisada no mérito da decisão. O pedido de bloqueio de bens e de suspensão das atividades é da promotora Regiane Soares de Aguiar.
Já em relação à Fazenda Paredão, também de propriedade do ministro Eliseu Padilha, onde foram detectados 1344 hectares de desmatamento, a defesa conseguiu o desbloqueio de R$ 69,8 milhões. Padilha, via e-mail da assessoria de imprensa, disse que já se manifestou no processo. “Falo no processo, que é público. O que eu tenho a dizer está nos autos”.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) também instaurou inquérito civil no último dia 14 para apurar irregularidades nas condições de trabalho na Fazenda Paredão, de propriedade do ministro Eliseu Padilha e demais sócios. De acordo com o relatório preliminares da Promotoria, as condições dos alojamento dos trabalhadores eram precárias, inclusive com a presença de galões de gasolinas com risco de explosão. 

Compartilhe:

você vai gostar...
Relacionado

Prefeitura de Alta Floresta orienta profissionais sobre atualização na Lei de Parcelamento do Solo Urbano

 Prefeitura de Alta Floresta orienta profissionais sobre atualização na...

Estão abertas as inscrições para a 17ª Caminhada na Natureza em Alta Floresta

A Prefeitura de Alta Floresta informa que já estão...

Luto: autoridades e entidades lamentam morte do presidente da Câmara de Sinop

A morte do presidente da Câmara Municipal de Sinop,...

Perita detalha análises do acidente com morte de presidente da câmara de Sinop; vídeo

A perita criminal Camila de Souza, da Politec, detalhou...
Feito com muito 💜 por go7.com.br