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Guizardi diz que Alan Malouf pediu para ele "segurar" delação pois tinha &#39um dinheiro a receber&#39

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(olhardireto)

O delator premiado, empresário dono da Construtora Dínamo, Giovani Guizardi afirma em documentos perante à Justiça que o também empresário Alan Malouf lhe sugeriu  'segurar' o acordo com à Justiça detalhando um esquema de corrupção envolvendo a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc)  pois ainda havia um valor (propina) a lhe ser pago. “Que aguardasse um pouco para delação premiada, eis que ele ainda tinha um dinheiro para receber”, teria dito.
A informação foi trazida pelo próprio, mediante acordo homologado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Os documentos trazidos subsidiaram a terceira fase da “Operação Rêmora”, denominada “Grão-Vizir” e que culminou na prisão do proprietário do Buffet Leila Malouf, na tarde desta quarta-feira (14). 
Por apresentar informações que envolvem políticos com foro privilegiado, a homologação do acordo não foi feita pela juíza da Sétima Vara Criminal, Selma Rosane Arruda, mas pelo TJ. Ainda, como parte do feito, celebrado com o Ministério Público Estadual (MPE), o réu Giovani foi liberado nesta quinta-feira (1º) para cumprir prisão domiciliar, após passar cerca de cinco meses na base do Serviço de Operações Especiais (SOE), em Cuiabá.
Leia mais:
Juíza mantém prisão de ex-assessor da Seduc acusado de compor esquema de fraudes

 Conforme a delação, 12 prints dos diálogos foram feitos à fim de comprovar ao Grupo de Atuação em Combate ao Crime Organizado (Gaeco) o fato revelado.
O empresário registra ainda que em certa ocasião, quando de sua transferência do SOE, recebeu um recado de Alan Malouf, através de sua esposa. “Este solicitava que o declarante aguardasse um pouco para delação premiada, eis que ele ainda tinha um dinheiro para receber”. Guizardi nega conhecer de que dinheiro se tratava e qual sua origem.
 

* Trecho extraído da delação. 
A delação premiada, realizada no dia 16 de novembro, envolve o nome do proprietário do Buffet Leila Malouf e do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso em diversas situações. Também inclui o governador Pedro Taques (PSDB).
Guizardi declara que Alan Malouf doou R$ 10 milhões para a campanha de Pedro Taques e que teria de recuperar esse dinheiro. Declara que no ano de 2015 foi criado informalmente uma organização criminosa a qual o fez parte e o intuito era arrecadar fundos ilícitos para fins de saldar pagamentos não declarados em campanhas eleitorais de 2014.
O empresário afirma ainda que não fez parte da “criação” do esquema e entrou nele quando as fraudes já estavam acontecendo, sendo operadas pelo então secretário de Educação, Permínio Pinto (PSDB), Fábio Frigeri, Leonardo Guimarães e Ricardo Sguarezi.
Terceira Fase da Operação:
Nesta quarta-feira (14) o Gaeco, em ação conjunta com Promotores de Justiça, Delegados de Polícia, Policiais Militares e Civis e o Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) deflagraram a terceira fase da Operação Rêmora, denominada “Grão Vizir”. Agentes do MPE cumpriram ainda mandado de prisão preventiva expedido pela Vara do Crime Organizado em desfavor do empresário Alan Ayub Malouf. Outros mandados de busca e apreensão e condução coercitiva foram cumpridos. 
O outro lado:
Alan Malouf (nota de 07/12):
Mesmo ainda não tendo acesso aos autos, é importante ressaltar que Alan Malouf nunca foi líder de nenhuma organização criminosa.
A defesa do empresário vai aguardar ter acesso aos autos para se manifestar de forma transparente, uma vez que considera absurdas as acusações.
Reiteramos, também, que Alan Malouf está à disposição das autoridades competentes para prestar as informações necessárias, acreditando, sempre, na Justiça.
Alan Malouf (nota de 14/12):
Sobre a operação “Grão Vizir” realizada nesta quarta-feira (14), que teve como alvo o empresário Alan Malouf, esclarecemos que desde o primeiro momento em que seu nome foi citado nas investigações da operação “Rêmora”, o empresário informou às autoridades que estava à disposição para prestar os esclarecimentos devidos.
Assim que tomou conhecimento oficialmente da operação, Alan se apresentou espontaneamente ao juízo da 7ª Vara Criminal e reiterou a disposição de colaborar na elucidação dos fatos.
Ratificamos ainda que não existe nenhum acordo de colaboração premiada sendo elaborado, conforme noticiado pela imprensa.
A defesa do empresário aguarda ter acesso aos autos para tomar as medidas cabíveis e entrar com o pedido de liberdade.

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